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1795. India.
A East India veio para fazer negócios.
Mas agora a mesma empresa governa-nos.
HINDOSTAN
Apoderaram-se de muitos reinos, um por um.
O país está escravizado.
Só Raunakpur permanece livre.
Proteja a sua casa.
Quem é?
Adivinhe!
A mais bonita e a mais marota filha de Raunakpur...
...Zafira.
O que estás a fazer?
A tirar-lhe os dentes.
Perdeu dois em Dussehra.
E não voltaram a crescer.
- Quem é ele? - Khudabaksh.
E eu?
Mãe e vocês estão a descansar lá dentro. O Aslam está a ler.
O Khudabaksh e eu estamos a vigiar o palácio.
Já podemos ir para casa, bravo soldado?
Não!
Vamos lá senão a tua mãe ainda me arranca os dentes!
Uma esposa não deve ser temida.
Anda.
- Dá-me. - O que está a fazer?
- Não destrua a minha mercadoria! - Afaste-se, seu velho estúpido!
- Sou um pobre homem, senhor. - Não quero saber.
O que se passa?
Que parvoíce é esta?
Senhore, estão a levar as minhas coisas sem pagar.
Eles dizem que a Empresa manda e pode ter tudo o que quiser.
A Empresa não manda aqui...
...e nunca mandará.
Sua Majestade!
Afastem-se! E nunca mais apareçam aqui.
Afastem-se!
Deus abençoe Sua Majestade!
Teve notícias?
Não.
Porque mandar Aslam com Khudabaksh se era perigoso?
Tive que o mandar.
O Khudabaksh é um guerreiro, o Aslam não passa de um miúdo.
Também é meu filho.
Qual era a necessidade?
Se não formos corajosos agora...
...a escravidão é certa.
O Khudabaksh e o Aslam viajaram até Durgapur para pedir ajuda...
...mas não regressaram. Não vale a pena esperar agora.
Amigos!
Temos que atacar e apoderar-nos do palácio da Empresa.
Se não agirmos agora...
...O Clive vai escravizar-nos como escravizou outros reinos.
Esta bandeira vai esvoaçar por cima do palácio da Empresa amanhã.
Sua Majestade! Por favor venha.
Vou dar-lhe as boas vindas como convidado...
...mas se vos fizer um sinal...
...significa que não é um convidado, mas sim um inimigo.
Saudações, Sr. Mirza, desculpe incomodar a hora tardia.
Só os inimigos é que incomodam, senhor Clive.
Como posso ajudar?
Já pensou na nossa amizade?
Você vende escravidão disfarçada de amizade.
Somos negociantes, Sr. Mirza.
Vender é a nossa função.
Tal como desejar o trono.
No futuro...
...os vendedores serão os poderosos por detrás dos governantes.
Também é astrólogo?
Não, um oportunista.
Consigo reconhecer uma oportunidade. E cheirar a verdade.
A sério?
Eu sei que você mascara a verdade como algumas palavras num poema.
Tal e qual como a sua caneca de chá disfarça o cheiro forte de algo...
...é o que está a ser feito no seu forte.
Pólvora.
E o maior segredo de todos está escondido neste verso.
"Na tarde dos dias pares, numa noite sem lua...
"Montado num garanhão de jacarandá Vem o perigo dos pecadores."
Mais do que poético, parece
...uma conspiração.
O meu filho Aslam escreveu o poema que acabou de ler.
É uma declaração de rebeldia contra si.
Este livro estava com ele.
E só pode significar uma coisa se o livro está consigo.
O meu filho Aslam foi martirizado.
Os dados estão nas suas mãos...
...tal como a minha vida.
É por isso que preciso de lhe mostrar uma coisa.
Aslam!
Pai.
Vamos ser amigos, Sr. Mirza.
A minha inimizade é perigosa.
Tratado.
Já tem o que queria...
...agora liberte o meu filho.
Certamente.
Liberdade!
Khudabaksh!
Zafira!
Pai!
YASH RAJ FILMS APRESENTA
BANDIDOS DE HINDOSTAN
BANDIDOS DE HINDOSTAN
BANDIDOS DE HINDOSTAN
11 anos depois
Ram Khilawan, baixe a barreira.
Não a levante até que lho diga.
Esta rua agora pertence à Empresa.
E todos os que a usarem devem pagar um anna. Imposto.
Um anna por cabeça. Quantos?
Quarenta? Pague quarenta annas.
Pare já!
Pare!
Não vês a barreira?
Queres usar esta rua? Paga o imposto.
Imposto?
A rua pertence à Empresa. E todos os que a usarem devem pagar.
Um anna por cabeça.
Dono ou servo?
O quê?
Se o dono e o servo viajarem juntos...
...quem tem que pagar?
O dono. E quem mais?
Senhor, pede o dinheiro ao meu dono.
Quem é o teu dono?
A rosa do jardim, o diamante entre os diamantes...
Nawab Fidruddin Hakimuddin, o grande senhor Khan.
Senhor, pague-lhe e livre-se dele.
Parvoíce! Estás a chamar burro a Nawab?
Dou-te porrada e acabo já com a tua palhaçada.
Inspetor!
O que vês não é o que é, aquilo que é - tu não vês.
Olha aqui.
Ele é o meu dono e um Nawab, eu sou o seu servo.
Podes não o ver, mas ele é um Nawab.
Desde que a Empresa cá chegou, muitos príncipes se tornaram burros.
Burros são eles, mas não parecem.
Inspetor, ele é engraçado!
"É verdade o que dizem. A minha piada é clara como o dia."
Ele é intelligente.
E ele é o Nawab de onde? - Chamanpur, senhor.
Ele acreditou na Empresa white...
...e agora para usar a própria estrada, o Nawab tem que pagar...imposto?
Ele tem de pagar imposto.
Chega, Darogaji.
Estamos a ficar atrasados. Deixa-me pagar por ele.
Senhor!
Não aceito caridade.
Pago moeda por moeda.
Vou contigo. Mantenho-te tão entretido...
...que a rua te vai parecer um atalho.
É um tipo divertido. Como te chamas?
Firangi Sailor.
Município de Gopalpur. Districto de Cawnpore. Awadh.
Viva o Deus Shiva!
Meus bons senhores, os meus cozinhados vão fazer-vos lamber os dedos.
Isso é muito bom, Firangi.
Nada mais entusiasmante?
Quando os anjos me ouvem tocar, vêm ouvir.
Se tiveres alguma sorte, as fadas também aparecem.
Não o mate. Roube-o somente e deixe-o ir.
Estes bandidos são uns malcriados sem cuidado! Esqueceram-se do anel dele.
É melhor fingires-te de morto. Senão morres mesmo.
Haviam 7 viajantes. 5 rupias por homem, 35 no total.
Mostra-me 35 moedas de prata, essas redondinhas lindas.
E um anna para o imposto da rua.
Estás a roubar-nos?
É tudo tão caro. Tive que os seguir durante quilómetros.
20.
32.
22.
Estamos a falar do preço de uma vida, e não num roubo de cebolas, Bhurelal.
28. É isso!
30 e aquelas vasilhas de bronze e lata são minhas.
Conta-as, senhor. Estão todas aí?
Sim.
A palavra de Girangi vale ouro.
Prometi 20 bandidos. Um homem a mais, nunca um homem a menos.
És bom com os números.
Senhor, um bandido custa 10 guineas, por isso são 200 guineas.
Nós combinamos que seriam 100 guineas.
Senhor, pense em todos os canalhas de que já me livrei por si.
Eu arrisco o meu pescoço por ti.
Devia dizer, "Meu filho Firangi, aqui tem 200. E uma gorjeta de 100 guineas.
Muito bem. Espere até o meu responsável chegar.
Senhor...
Nem a morte me para. Tenho que partir para Rasoolpur agora mesmo.
Qual é a grande calamidade?
Não há nenhuma calamidade, senhor.
A minha avozinha morreu.
Eu dei-lhe a minha palavra, por isso o seu trabalho vem primeiro.
Tenho de lhe prestar agora os últimos rituais.
Muito bem!
A minha doce avozinha!
Avozinha, porque me abandonaste?
Nawab, lembra-me...
...de dar algumas esmolas em nome da Avozinha.
É sempre útil. Vamos.
- Veja outra vez. - Está em branco.
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