Rose Stone Star

Rose Stone Star (Rosa Pietra Stella)

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Rose Stone Star 2020 WEB H264-RBB
A Commentary by sash35

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Published on: 2024-01-28
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The first 200 lines.

Estavas tão bonita!

Não estavas com vergonha, pois não?

Só no princípio.

Depois, comecei a pensar nas minhas coisas.

O que é que ele disse?

Idiota.

Agora, têm mesmo de sair.

Ouviram-me?

A polícia vem aí para vos expulsar. Isto acaba aqui.

Tenho de ir para a escola.

Tenho de me casar. Esta casa é minha, não tua.

Carmé, ouves-me? Sei que estás aí.

Não sejas espertinha e tentes sair,

ou pego nas tuas coisas e atiro-as para o meio da rua.

Afinal, é na rua que deves estar!

Dou-vos três dias.

Vamos.

Comboio número 1880,

a chegar de Salerno e a caminho de Nápoles…

Olá.

MINHA NÁPOLES

Olá. São eles.

Está bem.

Sim, tenham calma. Não se preocupem.

Vai correr tudo bem. Não se preocupem.

Podemos ficar descansados?

Não se preocupem.

Sigam o que diz o advogado Postiglione. Ele sabe o que faz.

Muito bem, vamos.

Olá, Carmé. Estás a manter-te ocupada?

Até à vista.

Adeus, Eugé.

- Podem entrar. - Obrigada.

Vamos.

- Bom dia, Sr. Advogado. - Bom dia.

Estes são os documentos e aqui está o dinheiro.

São eles, Carmé?

São só estes dois. Ele veio só acompanhá-los.

- Certo, estão todos aqui. - Sim.

Está tudo certo com o dinheiro.

Bem, vamos ver.

Não há vagas no departamento de roupas de cabedal.

- Mandamos estes dois ao Biberon. - Ao Biberon?

Sim, ao Veneruso. Ele está nos arredores de Nápoles.

- Eles entendem italiano? - Só ele.

Só ele.

Ligam para este número.

O Sr. Eugenio vai atender.

Marcam uma reunião e ele traz o contrato para assinarem.

Depois de o assinarem, vão todos ao gabinete de imigração

e verão que, num par de dias,

terão a autorização de residência. Perceberam tudo?

Não se preocupem.

Carmé, é tudo. Estamos despachados.

- Certo. Obrigada. Até à próxima. - Até breve, Carmé.

Então, quanto tempo vai demorar?

Vão assinar o contrato daqui a uns dias.

Depois, vão ao gabinete de imigração e conseguem a autorização.

- O que é que ela disse? - Teremos a autorização dentro de dias.

- Obrigado. Muito obrigado. - Sim. Acalma-te.

Não exageres.

- Adeus! - Adeus!

Até à vista.

O que se passa? A princesa não gosta de ser incomodada?

Maria? Para!

- Porque estás aqui? - Não te posso vir buscar?

Sei voltar sozinha.

Agora que estou aqui, vamos juntas.

- Podemos conversar. - Não quero falar com ninguém.

Maria! Aonde vais?

Maria!

Foda-se!

Recuem!

Porquê? O que é que ele fez?

Não lhe vamos fazer nada! Calma.

- Qual é o problema? Digam-me. - O meu irmão!

- Olá, Carmé. Está tudo bem? - Tudo bem.

Já agora, uns amigos meus pediram-me o teu número.

- Posso dá-lo? - Sim, claro!

Dá-lhes também a tua morada. Diz-lhes que vou viver para tua casa.

Sim, eu sei. Aquela maluca acordou toda a gente.

- Bem, vou trabalhar. Adeus. - Adeus, Fabià.

Carmé.

O que foi, mãe?

Passei o dia a ligar-te. Queres dizer-me o que se passa contigo?

Tenho de te dizer agora? A esta hora?

Se não for agora, quando será? É impossível falar contigo.

Seja como for, temos de arranjar uma solução para a miúda.

Não te preocupes.

- Tomo conta da Maria. - Como?

A tua vida é um caos. A Maria precisa de tranquilidade.

Ela não é nada como tu. Quer ir à escola e estudar.

Quem te disse que eu não queria ir à escola?

O que sabes tu?

Nunca estavas presente.

Falamos sempre do mesmo. Esquece.

Já agora, a Nunzia acabou a escola e ganha 600 euros a trabalhar como caixa.

E qual é o mal disso?

A tua irmã tem a vida feita. Tem casa e marido.

No que toca aos homens, vê-se que saí a ti.

O artigo número 30. Vamos ver primeiro as oportunidades,

depois podemos ver o artigo. Ora…

Também temos uma pulseira.

Tem um design clássico.

Ora bem, vamos vê-la melhor.

Tem seis quilates, no total. É um belo artigo.

Estou praticamente a oferecê-la. São 9,90 euros, a confirmar.

Vamos passar a esta pulseira invulgar. O artigo número 49.

Também temos…

Podem usá-los em qualquer placa e também para ir ao forno.

… este conteúdo pode ser impróprio.

Orsilio Signorini?

Estava a andar na Via Foria quando vi um tipo numa motoreta.

De repente, uma senhora abriu a porta do carro, sem olhar,

e o miúdo chocou com a porta.

Disse "de repente"?

Então, o Sr. Micillo poderia ter evitado o choque?

Sr. Advogado, deixe a testemunha falar.

Não, "de repente" no sentido em que era impossível evitar o choque.

- Como correu, Sr. Advogado? - Ela esteve muito bem.

Obrigada.

Eugé, já prestei muitos depoimentos.

Porque não me dás outra coisa para fazer?

Não posso, Carmé!

Pensa em trabalhar para o Postiglione. Isso dá dinheiro.

Ligo-te quando precisar que voltes a depor.

Não posso fazer mais do que isso.

Toma.

Olá, Carmé!

- O que me podes dar esta noite? - Então? Do que precisas?

Maria, dá-lhe alguma coisa para jantar. Depressa e sem ninguém ver.

Mexe-te! Falei com a mãe.

Um pouco de frango, batatas fritas e um bocadinho de quiche de batata.

Depressa. A perder tempo às compras!

O problema da casa é grave, Carmé, mas eu arranjei uma solução.

Porque não falas com o Don Mario? Se puder, ele ajuda.

Quem? O padre?

Porque me iria ajudar?

Obrigada, querida.

Não te preocupes, Nunzia. Tenho tudo controlado.

Porque dizes sempre que tens tudo controlado, Carmé?

Posso levar isto?

Não vês que estão fechados? Já levaste o leite.

É para a pequenita. Pago-te amanhã.

PRAÇA GARIBALDI

Carmé.

- De onde vieste? - O quê?

Nada.

Preciso de falar contigo.

Sim, mas agora tenho de ir.

E então? O que queres?

- Duas autorizações de residência. - Fala mais baixo!

Para quem são?

Dois argelinos, como eu.

Diz-me quanto custam e eu digo-lhes.

Custa mais para vocês.

Estão sempre a controlar.

São todos terroristas.

Deixa-me falar com o advogado e, depois, digo-te.

Eu só arranjo os clientes e ele depois trata do resto.

Estou aqui há mais de 20 anos.

Primeiro, estive em Milão e depois em Bolonha.

Porque deixaste o teu país?

Não aguentava mais. Havia uma guerra civil.

E tu?

Eu faço muitas coisas.

Mas agora vou para casa.

Depois, digo-te sobre os teus amigos, está bem?

- Adeus. - Adeus.

- Como é que volto? - É fácil, Tarek!

Há uma paragem de autocarro do outro lado da rua.

Olá! Trago o jantar.

- Finalmente. - Olá, Carmela.

- O que faz ela aqui? - Calma. Eu é que lhe liguei.

Ligaste-lhe? Porquê?

Porque, daqui a dois dias, não teremos casa.

Talvez a Valeria nos possa ajudar. Pode arranjar uma habitação social.

- Vamos ver. - Estás a falar do quê?

- Que habitação? - Carmela, estamos a tentar perceber…

Não tens de perceber nada! Sei o que é melhor para a minha filha!

Também há batatas fritas.

Queres?

Vou ficar com a avó.

- Isto está cheio, esta noite. - Olá, Carmé.

Dá-me uma cerveja, Fabià.

Resolveste o problema da casa?

Achas?

O que aconteceu?

Explico-te depois.

Queres um risco?

Achas que isso é como o açúcar?

Preciso de dinheiro, Fabià.

Gregò, porque não me deixas trabalhar para ti?

Carmé, estás a brincar, certo?

Vá lá, conheces muita gente. Não a podes ajudar?

O que sabes fazer?

Sei fazer tudo.

Sim?

Sabemos que não querias magoar o Lorenzo, mas podes dizer-nos porque o fizeste?

Ela não diz nada.

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