The Beatles Anthology

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Season 1

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The first 200 lines.

ANTOLOGIA EPISÓDIO SETE

Eu ainda acredito que tudo de que precisamos é de amor.

Mas eu não acho

que só dizer isso é suficiente.

Mas acredito no fato de que tudo de que precisamos é de amor.

Até hoje eu fico animado quando penso nos motivos daquilo tudo.

As pessoas pondo flores nas armas.

São Francisco estava fervilhando.

Aqui em Los Angeles, Califórnia, estava fabuloso.

Foi uma época emocionante,

e tudo por conta do amor, entende?

A geração do amor, ou como quiser chamar.

Eles tinham essa coisa de como todos juntos

salvariam o planeta.

A galera estava no maior agito.

Não só os Beatles, mas meio que todo o planeta estava…

Pelo menos São Francisco,

Los Angeles e Londres estavam.

Parecia estar sempre sol. A gente vestia umas roupas diferentonas

e aqueles óculos de sol pequenos descolados.

E música.

Todo o resto era só música.

Tinha alguns pôsteres vindo de São Francisco.

Aqueles pôsteres todos psicodélicos, eram legais…

Mas, é, quer dizer…

"Verão do Amor" é gracioso demais,

mas, é, foi tipo um verão encantado.

Quer dizer, aonde íamos as pessoas estavam…

sorrindo e sentadas na grama, tomando chá,

em festivais de música e tal.

Você sabe, o "Verão do Amor", muita coisa daquilo era bobagem.

Era como a imprensa colocava.

Mas tinha mesmo uma energia,

nos Estados Unidos, a gente sentia o que estava rolando lá,

mesmo estando a quilômetros de distância,

você conseguia sentir a energia, entende?

Tudo que eu queria era ir morar em Haight-Ashbury.

Pensei comigo: "Bem, é isso, o ácido é a resposta, vamos nessa.

Eu vou lá, e vamos fazer música e tudo isso."

Mas, claro, isso não aconteceu.

Mas, no fim, o George foi.

Eu fui para Haight-Ashbury

achando que seria um lugar brilhante

e era só molecada que tinha largado a escola e estava nas drogas.

Foi quando eu percebi o que realmente estava acontecendo

com a cultura das drogas. Não era o que eu esperava

de uma galera descolada tendo…

visões espirituais e fazendo arte.

Era só… era como em Bowery.

Era tipo alcoolismo.

Era como qualquer outro vício.

Então, naquele momento, eu…

Eu parei de tomar, na verdade, o temido ácido lisérgico.

Eu tinha um pouco em uma…

uma pequena garrafa, e era um liquido,

e eu coloquei em um microscópio e olhei para aquilo,

e parecia uma corda,

tipo uma corda gasta, e eu pensei: Bem…

não vou mais colocar isso no meu cérebro.

Fui influenciado pelo ácido e fiquei psicodélico,

assim como toda a minha geração.

Mas, na verdade, eu gosto mesmo de rock'n'roll.

É só uma coisa que rolou ao longo da minha vida.

Estávamos loucos de drogas, e…

o próximo passo

era tentar achar um sentido naquilo.

Foi quando eu fui tentar a meditação.

E tem essa coisa chamada mantra,

e o mantra é…

através dele, você… pode seguir uma técnica

que te ajuda a transcender,

ou seja, você vai além dos estados de sono e consciência.

Então eu cheguei nesse lugar e pensei: "Tá bom, preciso de um mantra."

Então aonde você vai? Não dá para comprar um mantra em uma loja de departamento.

Mas então conhecemos o David Wynne, que me mostrou uma foto

e disse: "Ele está vindo dar uma palestra no Hilton.

O nome dele é Maharishi." E eu disse: "Eu vou."

Comprei os ingressos, e pensei:

"Vou comprar uns a mais, caso os outros também quisessem ir."

"Aí, sim. Vamos nessa!" Então nós fomos.

E eu achei que ele fazia muito sentido.

Acho que todos pensamos isso, porque ele basicamente dizia

que com uma rotina simples de meditação, 20 minutos pela manhã,

20 minutos à noite, nada muito louco,

que você poderia melhorar sua qualidade de vida, e meio que

achar um sentido, ao fazer isso.

E depois da palestra, nós fomos, porque, você sabe,

esse era um dos privilégios dos Beatles,

de poder entrar em qualquer lugar, então fomos para o camarim,

conhecer o Maharishi, e…

eu disse a ele:

"Você tem algum mantra? Nos dê algum mantra."

E ele disse: "Bem, estamos indo para Bangor amanhã.

Vocês deveriam vir e passar pela iniciação."

Eu fiquei feliz com aquilo,

que tinham me assistido na noite anterior…

e conversaram comigo por quase uma hora, depois da palestra.

Eles pareciam inteligentes e alerta.

Ligamos para amigos e dissemos: "Ei, estamos subindo…

Ele é ótimo. Vocês têm que vir ver."

É como ler um ótimo livro. Daí você tenta…

"Ei, você tem que ler. Eu vou… vou te mandar uma cópia!"

A gente era meio que mensageiros. Éramos tipo a vanguarda.

25 DE AGOSTO DE 1967

Éramos como Cristóvão Colombo,

e tínhamos que ir desbravar novas informações,

e depois passá-las adiante

para os que estavam nos próximos vagões,

como o Mick Jagger.

Parecia uma escola, que eles haviam assumido,

você ia lá, sentava, e ele te dizia como fazer as coisas,

e você voltava para o quarto e tentava fazer,

e, claro, não conseguia.

Na primeira meia hora, você fica lá sentado

e você tem um mantra para meditar,

e você fica lá pensando: "Aquilo lá foi bom…

Caramba, aquela viagem de trem foi demais, né?

Ah, desculpa. Mantra."

"Caraca, fico só pensando no nosso próximo álbum…

bem, eu tento… Pare."

E você gasta todos os primeiros dias

só tentando fazer sua mente parar

de pensar na sua agenda social,

no que viria pela frente.

"Meu deus, ele é um sujeito engraçado, aquele cara… Não."

Mas foi bom.

Eu fiquei mesmo impressionado com Maharishi.

Fiquei impressionado, porque ele ria o tempo todo.

Então, assistimos à palestra e começamos a meditar,

e nos deram nossos mantras.

É, era um outro ponto de vista.

Era a primeira vez que tínhamos

contato com filosofias do Oriente.

Você meio que fica lá sentado

e deixa sua mente vagar para onde ela quiser,

não importa para onde ela for. Deixe ela ir.

E aí você começa o mantra, ou a… a vibração,

para afastar aquele pensamento.

Você não força.

Me parece que foi uma chamada de telefone.

Não lembro quem atendeu, e acho que deve ter sido o John

que atendeu à ligação.

EPSTEIN, O Príncipe do Pop que tornou os Beatles um sucesso, MORRE AOS 32

Não sei bem o que dizer.

Tínhamos acabado de saber, é difícil pensar no que dizer.

27 DE AGOSTO DE 1967

Mas ele era um camarada incrível.

-E é terrível. -Quais são seus planos agora?

Bem, ainda não fizemos nenhum.

Quer dizer, acabamos de… acabamos de saber.

Aquilo foi meio chocante, porque nós estávamos nessa

busca pelo sentido da vida, e lá estava ele, morto.

Nosso amigo se foi.

Era amigo antes de qualquer coisa. Brian era nosso amigo.

Eu escutei… escutei pelo rádio,

pelo rádio do carro, que ele havia morrido.

O comerciante local disse: "Sinto muito pelas notícias."

PRODUTOR MUSICAL

Eu disse: "Que notícias?", e ele: "Seu amigo faleceu."

Eu falei com ele na quarta à noite,

a noite anterior à palestra do Maharishi.

E ele estava de bom humor.

Sabemos que nesta tarde Maharishi se encontrou com todos vocês.

Posso perguntar o que ele… que conselho ele deu a vocês?

Ele nos disse…

para não nos deixarmos abater pelo luto e para…

sempre que pensarmos no Brian, termos pensamentos felizes,

porque qualquer pensamento…

vai chegar a ele, onde quer que esteja.

Nós ficamos arrasados.

Foi um grande choque, é claro,

porque ele era como um de nós,

uma das pessoas que conhecíamos a mais tempo,

e… era um grande confidente nosso,

e nós o conhecíamos tão bem. E, quando alguém morre dessa forma,

tem o choque de ele ter sido arrancado da cena.

Você pensa: "Eu nunca mais vou vê-lo."

Não acho que seja nada sinistro.

Depois começaram a surgir rumores de que tinha sido

"INQUÉRITO MÉDICO DE BRIAN EPSTEIN"

uma circunstância bem sinistra,

mas acho que é comum surgirem rumores assim.

… mistura de bebidas e remédios.

Eu fui lá uns dias depois e vi…

que o Brian tinha um mordomo trabalhando para ele,

e ele não pareceu achar nada daquilo suspeito,

e parecia achar que ele não estava em um estado de espirito ruim.

Mas pode ser que estivesse. Não sei.

Mas eu senti que… foi um acidente.

Não acho que ele tenha se suicidado.

Acho que foi um acidente, porque, naquela época,

muita gente tirava a própria vida sem querer

misturando estimulantes ou anfetaminas e álcool.

E acontece, sabe?

Acho que foi o que aconteceu com Keith Moon.

Uma grande perda.

"Eu aguento"… Jimi, enfim.

Jim, Mama… todos eles.

Eu não acho que nenhum deles tinha a intenção de morrer.

Sem o Brian, os Beatles não teriam estourado

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