The first 200 lines.
É proibido fumar no aeroporto de Londres Stansted.
Fumar só é permitido…
Pode passar.
Ótimo, é por ali.
Mãos para o lado, afastadas da cintura.
Perfeito.
Pode passar com o meu colega ali…
Fique deste lado, obrigado.
- Tem algo nos bolsos? Algo afiado? - Sim.
Só um segundo.
- Posso revistá-lo? - Claro.
Levante os braços.
Passe comigo.
Já pode ir, senhor. Obrigado.
Joseph.
Passe com o meu colega.
Aqui, senhor. Tem algo no bolso? Algo afiado?
- Tenho passagem. - Algo nos bolsos? Algo afiado?
Eu falo pouco seu idioma.
Preciso revistá-lo. Levante os braços.
Assim. Vou revistá-lo.
Não, deixe os sapatos aí. Fique aqui.
Ainda está apitando. Vou chamar o meu supervisor.
Faremos uma revista pessoal.
Meu avião já vai sair, vou me atrasar, você não entende?
Minha irmã está esperando. Tenho que ir.
- Não, não. - Por favor.
Terá que tirar a camisa.
Terá que…
Merda!
Desculpe.
Vou revistá-lo.
Não, senhor. Ponha as mãos…
Pode se virar, senhor?
Desculpe.
Tudo bem.
Não foi nada.
Mas a TV dele era tão grande que parecia ter o Saara na sala.
A tecnologia de hoje é incrível.
Eu sei. É ridículo, eu tenho tentado conectar meu notebook na TV.
Pra que precisa fazer isso?
Pra minha filha ver filmes.
- Também fiz uma apresentação de slides. - Legal.
Com todas as fotos dela desde o nascimento.
Ela pode ver seu crescimento com uma musiquinha de fundo.
Eu a comprei há umas seis semanas.
E ela não reconhece o dispositivo. Não sei qual é o problema.
- Estão ficando difíceis. - Não me dou bem com tecnologia.
- Você comeu metade do bolo? - Sim.
Alguém quer bolo ou eu vou ser a gorda?
Não curto o de cenoura.
- Quer, Joseph? - Quero.
Eu também.
Eu não comeria isso, cara. Esse bolo é um lixo.
- O quê? - O quê?
É, um lixo total.
- É pra mendigos. - Por que lixo?
É o pior bolo pra se comer.
Eu gostei.
- De quem é o aniversário? - Não é meu.
Vai saber.
Já chega. Encostem aí!
Desculpe.
Esses assentos são uma merda, cara!
Estão no alto do estádio:
"Estão falando de nós. Ouvi alguma coisa."
"Está pondo as luvas." "Acho que sim."
"Estou entrando no clima."
Olha, acham que eu perdi peso?
É uma coisa… Qual é!
Estou morrendo de fome!
Estou na fase da negação, mentindo pra mim mesmo.
Eu ainda me peso.
Não sei por que sigo mentindo pra mim mesmo?
Eu só olho e falo: "Tá legal. O que tem para o café?"
Merda.
Por aqui.
- Algo nos bolsos? Algo fiado? - Não, só a caneta.
Tire a corrente também e ponha na bandeja.
Senhor, por aqui, por favor. Senhora, por favor.
Que droga.
Obrigado.
Obrigado, passe com aquele moço ali. Por favor.
Tem algo nos bolsos?
Tenho… Tenho as minhas coisas.
- Pode ficar, não preciso. - Ponha na bandeja.
Mais alguma coisa?
- Carteira, chave? - Sim, a carteira.
- Na bandeja. - Caneta vazada.
Terei que revistá-lo. Tudo bem?
É você.
É você!
Como você está?
- Não conheço o senhor. - Tá, claro.
Sério, como você está?
Não?
Eles te fazem usar isso?
É o uniforme.
- Vou usar o scanner. - O scanner?
Queima.
- Não queima, senhor. - Queima, sim.
Tá legal.
De novo.
Ele não queima.
Mas a leitura está boa, né?
- Licença, senhor. - Zap, zap…
Já pode abaixar os braços.
- Relaxa. - Não!
Relaxa, está tudo bem.
Não são as pessoas, é a porra do cosmos.
Vai acabar logo.
Senhor, pode passar…
- Relaxa. - Não toque em mim.
Relaxa. Meu Deus, é…
É lindo, é lindo…
Escuta, eu vou embora agora.
Eu vou… Escuta, eu já vou.
- Você vai me seguir em 63 segundos, tá? - Ligue pra segurança.
Tudo bem, Scott?
É aquele homem careca de camisa listrada…
Agora são 42.
Corre!
Vamos! Vai, vai!
Não, não!
Pare, acalme-se.
- Vamos! - Acalme-se!
Anda!
Vamos!
Vem!
Não, não.
- Fique calmo. - O que está esperando?
Agora!
Bolinando as pessoas de novo, Joseph?
O que está esperando?
- Acalme-se! - Você me decepcionou!
Vamos!
Vem!
Atenção, por favor.
Circuito fechado de TV e monitoramento remoto de vídeo em uso…
O trem expresso que se aproxima da plataforma um não para aqui.
Afaste-se da borda da plataforma…
Pai!
Ei!
Você bateu na minha perna!
Com licença?
- Pai. - Não buzine pra mim.
Pai.
Você bateu em mim.
Não, você vai pagar!
Você bateu em mim!
Qual o seu problema?
Vão ficar me ignorando?
- Não olhe pra ele. - Certo.
- Ele bateu na minha perna. - Pai, não…
Você não deveria dirigir. Tirei uma foto sua.
Pai!
Mulher burra!
Dirige feito uma mula.
Não ia pegar o trem das 17h22?
Eu perdi.
Mãe?
Não precisa gritar.
Perdeu o trem?
É.
Desculpa.
Por que não ligou?
Fiquei sem bateria.
Aonde ele foi estacionar?
Não sei.
Essa camisa fica tão bem em você.
Comecei a arrumar as coisas.
Fecha a porta!
Vou tirar a mangueira.
Tarde demais.
- Isso é pesado, deixa… - Sai da frente.
Tira a caixa daí.
Aí não, Joseph.
Bem.
Lá fora.
Isso também.
Certo.
Joyce, sai da frente.
Como quer que eu…
Que merda.
Você quer ficar aí dentro.
Isso vai aonde?
O manual fala pra tirar os parafusos de transporte.
- Todas as máquinas de lavar são iguais. - Tá.
- Toma a chave inglesa, pai. - Não preciso disso.
- Pensei que quisesse minha ajuda. - Foi ideia da sua mãe.
Mas que droga.
Suponho que teve uma festa…
Com seus amigos no seu aniversário.
Levei um bolo.
É tradição.
Então você já comeu bolo?
Um de cenoura.
Você engole muito devagar, Joseph.
Onde estacionou?
- Pai? - O quê?
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