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OS ASSASSINOS
Ketchup.
O que vão beber, cavalheiros?
Não sei...
O que quer, Al?
Não sei o que quero comer.
- Chuleta de porco no molho e purê de batatas.
Não está pronto.
Então, por que está no cardápio?
É para o jantar. A partir das seis.
Esse relógio adianta 10 minutos.
A comida ainda não está pronta.
Deixemos o relógio. O que há para comer?
Posso lhes servir qualquer outra coisa.
Ovos com presunto, bacon com fígado,
ovos com bacon, bife...
Croquetes de frango com molho,
ervilhas e purê de batatas.
Também é para o jantar.
Tudo é para o jantar? Essa é forma de trabalhar?
Posso lhes servir ovos com presunto,
ovos com bacon, bacon...
- Ovos com presunto. - Ovos com bacon.
- Uns com presunto e uns com bacon. - Num instante.
- Há algo para beber? - Soda, cerveja, tônica...
Eu disse tem algo para beber?
Não.
Bonita cidade.
- Como se chama? - Brentwood.
Tinha ouvido falar de Brentwood?
O que fazem pelas noites?
Devem comer aqui, uma grande janta
- Isso mesmo. - É um garoto esperto, não é?
- Claro. - Bem, você não é. Ele é, Al?
É um idiota.
Hei, você! Como se chama?
Adams. Nick Adams
- Outro garoto esperto. - A cidade está cheia de espertos.
Uns com presunto e outros com bacon!
Quais são os seus?
Já não se lembra, garoto esperto?
- Do que está rindo? - De nada.
- Viu algo engraçado? - Não.
Então não ria!
Tudo bem.
- Acha que está tudo bem. - É um pensador.
Como se chama o outro menino esperto do balcão?
Eu esqueci.
- Hei! - Diga.
- Vai para o outro lado do balcão. - O que?
Você me ouviu.
O que estão pensando?
Não penso em nada.
É melhor que se vá, garoto esperto.
- Quem está na cozinha? - Só o cozinheiro.
- diga para ele sair. - Ouça! Onde você acha...
Usa a cabeça.
Diga ao cozinheiro que venha aqui!
- Sam. - O que?
Venha aqui.
O que aconteceu?
Vou até a cozinha com ele e com o garoto esperto.
Andando os dois!
Se vier alguém diga que o cozinheiro teve que sair.
Do que se trata?
Hei, Al! O garoto esperto quer saber o que tá pegando.
por que não lhe diz?
- O que parece que está havendo? - Não sei
- Mas, o que acha? - Não tenho nem idéia.
Hei, Al! O garoto esperto não se atreve
a dizer o que pensa.
Hei, você! Venha aqui!
Lhe direi o que ocorrerá.
vamos matar o sueco.
Conhece sueco?
Que trabalha no posto de gasolina.
se refere ao Pete Lund?
Assim é como se chama agora.
Vem todos os dias às seis, não é?
Sim, está acostumado a vir
Sabemos.
por que vão matar ele? O que ele fez a vocês?
Não teve oportunidade de nos fazer nada.
Nem sequer nos viu.
Só nos verá uma vez
Então... por que o vão matar?
O mataremos por um amigo.
você Fala muito. Cale-se!
Tenho que distrair o garoto esperto, não?
O que farão depois com a gente?
Isso depende.
São coisas que não se sabem de antemão.
- Olá, George! - Olá, Fred!
- Posso jantar? - Sam saiu. Voltará em meia hora.
Ah! Então será melhor que me vá.
- Sinto muito. - Está bem.
Isso foi bem, garoto esperto.
- É todo um cavalheiro. - Lund não virá esta noite.
O que o faz pensar assim?
São mais de seis. Sempre vem antes.
Ouviu? Diz que não acredita que o sueco apareça.
Sinto muito, mas não servimos.
- por que? - O cozinheiro está doente.
E por que não contrata outro?
Você dirige um restaurante, ou não?
Você, garoto esperto, continua pensando
que o sueco não aparecerá?
Sim.
Não está nos enganando, não é?
Se não estiver aqui às seis, não virá.
Não, não nos engana. Sabe que é melhor não fazê-lo.
- Vamos, Al. - O que fazemos com os daí de dentro?
E com o garoto esperto?
- Deixa pra lá. - Você acha?
Claro.
Tem muita sorte, garoto esperto.
É verdade. Deveria apostar nas corridas.
OH, Meu deus!
Me alegro de que estejamos vivos.
Nunca tinha acontecido nada parecido nesta cidade.
Eu não gosto. Eu não gosto de nada.
Está tudo bem Sam.
Iriam matar o Pete Lund.
iriam atirar quando fosse jantar.
- O sueco? - Sim.
Não entendo. por que iriam querer matar o sueco?
foram até ao posto de gasolina,
certamente para saber seu endereço.
Nick...
Você trabalha com ele. Poderia ir o avisar.
vou avisar a polícia.
É melhor que avise o sueco primeiro.
Sueco...
Estava no Hendrix. Um par de caras
nos amarraram o cozinheiro e a mim.
Nos enfiaram na cozinha.
Queriam o matar quando fosse jantar.
George pensou que devia avisá-lo.
Não posso fazer nada.
Posso lhe dizer como são.
Não quero saber.
Obrigado por vir.
Quer que avise a polícia?
Não. Não serviria de nada.
O que posso fazer por você?
Não pode fazer nada.
- Poderia ir da cidade... - Não.
Estou cansado de fugir.
por que querem lhe matar?
Fiz algo errado em certa ocasião.
Obrigado por vir.
Está tudo bem...
Delegacia de polícia do Brentwood.
O chefe está ocupado. Vai ligar de volta.
No meu entender este crime não
corresponde a Brentwood.
Protegemos a nossos cidadãos.
Esse homem, Lund, só vivia aqui.
Os assassinos vieram de fora atrás
do Lund. Então atiraram nele.
Escaparam. Agora o assunto é da Polícia do estado.
Aqui está o que procuro. Beneficiário:
Mary Ellen Daugherty. Hotel Palms, Atlantic City.
- Parente? - Não se comprovou.
- Uma lembrança, imagino. - Sim...
Pode ser.
O que sabem sobre o Lund?
Não muito.
Veio para cá faz um ano.
Vivia na pensão da sra. Hirtch.
Não tinha amigos, que eu saiba.
Era um sujeito solitário.
A sra. Hirtch não se lembra que
recebesse correspondências.
Bem?
- Não é nenhum destes. - É certo.
Os dois viram os assassinos.
Procurarem o Lund no restaurante.
Disseram que o matariam assim que aparecesse.
Nick Adams estava lá essa noite.
Trabalhava com o Lund no posto de gasolina.
Se tiverem terminado comigo,
devo voltar para meu trabalho.
Pode ir.
Adams...
Que tipo de pessoa era o sueco?
O sr. Reardon é da companhia de seguros, Nick.
Pois não era mau sujeito.
Me dava bem com ele no trabalho.
Claro. Era bom companheiro.
- Darei uma olhada no cadáver. - Bem.
Nick acompanha o Sr. Reardon
e lhe apresente ao Plurnell.
É o encarregado do necrotério.
Obrigado. assim poderei conversar
um momento com o Nick.
Posso fazer algo mais por você?
Queria uma cópia do relatório
de Whasington das digitais do Lund.
- A enviarei. - Bem. Posso ficar
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