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Finalmente, já posso voltar.
Vá lá, Lucas. Está-se a fazer tarde!
CEREJAS OVOS
ESPARGOS ÁGUA
PAI N.º 1
LEITE
Lucas, despacha-te.
Os marshmallows estão a ficar empapados, o leite está a ficar azul.
- Estava a brincar. - Boa, pai. O meu pequeno-almoço favorito.
Para um miúdo com um apetite voraz.
Estava a pensar. A maioria dos melhores pais
deixa os filhos irem à festa da Melanie, esta noite.
Devias juntar-te a eles.
Fico contente por ter um filho que me considera
para um grupo desses, mas a resposta continua a ser não.
- Vai ser enorme. Vá lá. - É disso que tenho medo.
- Podes ser fixe? Só desta vez? - Não, já conversámos sobre isto.
Caramba! Vai ser a festa do ano!
Acho que terás de esperar
por uma festa ainda maior, quando fores mais velho.
Pai...
Isto é completamente injusto.
Estás a impedir-me de ir à festa do século.
Então, agora, é do século? Isso são ótimas notícias.
Se é assim tão grande, poderás ler sobre ela no jornal.
Tenho quase 15 anos. Tu não saías e não te divertias, quando eras miúdo?
Não. Estava demasiado ocupado a aprender a respeitar as decisões dos meus pais.
E desde quando é que 13 é quase 15?
Ouve, está decidido. Preocupa-me que tenhas um ataque.
E não vais sair enquanto não souberes usar bem esse inalador.
Nunca tive um ataque, sequer. Nem te vi ter nenhum.
Ótimo. Mas o médico disse que temos de ter cuidado,
uma vez que são hereditários.
O médico não te disse também para emagreceres?
- Como está a correr? - Não me lembres.
CORREIOS
Muito bem, fazemos assim:
não te metas em sarilhos, pratica andar com esse inalador
e poderás ir. - Boa!
Espera.
Obrigado, pai.
Kavinsky, passa para cá a minha experiência, ou levas um pontapé na cara.
Tem graça, ontem à noite, estava a pensar na tua experiência
e nos sarilhos em que me ia meter, se não a acabasse a tempo.
Fiquei stressado,
fiquei com a respiração pesada...
FESTA DO SÉCULO!! EM CASA DA MELANIE ÀS 8:00
... doía-me a barriga e nem vou falar
da dor de cabeça,
mas, depois, tomei uma aspirina e fiquei bem.
Esqueci-me.
O quê?
Esqueceste-te?
Dá-me um bom motivo para não acabar contigo agora mesmo.
Porque, um dia, provavelmente serei teu patrão?
- O que disseste? - Ei, valentão!
Porque não te metes com alguém do teu tamanho?
Não sou do teu tamanho.
Estou desiludido com os dois.
Acho que não sabem como isto funciona.
Talvez se eu vos martelar isto nessas vossas cabeças duras.
Ameaça recebida. Todos veem como este tipo é forte?
Não teríamos hipótese.
Que tal garantirmos-te um Excelente,
se te acalmares com a tirania opressiva?
- O quê? - Cam.
Larga os palermas e acompanha-me à aula.
Muito bem, vou ficar à espera do tal Excelente.
Caso contrário, será o fim da estrada para os dois.
Adeus, meninos.
Olha para ela, a afastar-se como se o mundo lhe devesse um favor.
Adoraria fazer-lhe favores.
Vais à festa dela?
Estás a brincar? Temos problemas maiores para resolver.
- Estão bem? - Claro. Somos profissionais nisto.
Os profissionais como nós sabem lidar com a vida.
Fiquei cheio de medo.
Ele é um rufia. Vêm?
Vamos mais tarde. Temos de resolver uma coisa primeiro.
Ótimo. Até logo.
Estamos tão tramados!
Temos uma hora para nos livrarmos de cirurgia de urgência.
Por favor, diz-me que tens algo.
Tenho uma batata.
Estamos feitos.
Uma caneta. Um vulcão de papel machê. Uma rã.
Bom, uma rã morta.
Como é que isso nos ajudaria?
- Não sei. - Tenho uma ideia. Vem.
Levo a rã?
Muito bem, então, tenho esta rã e... Muito bem...
Então, a rã está morta desde...
AS MARAVILHAS DA ENERGIA ELÉTRICA
Bom, desde que deixou de viver.
Mas, com a ajuda de uma pequena carga elétrica,
posso ressuscitar a perna dela.
Muito bem, vamos lá.
Vou rodar o interruptor.
Se isto não funcionar, não será só a rã que estará morta.
Cameron, acho que ambos sabemos a tua nota.
Ena! Estava enganada.
E estou agradavelmente surpreendida.
Para. Por favor, para.
- O que se passa? - Muito bem, é o fim.
Parece um balão de ar quente.
Que nojo!
Isto não podia ter corrido pior.
E correu mesmo.
Frunk!
Vais morrer!
Oficina Frunk.
Sim.
Está bem, compreendo.
Está bem. Obrigado.
- Patrão! - Só um minuto. Isto é muito delicado.
O seu filho meteu-se em sarilhos na escola, patrão.
Porque é que ele não pode ser simples, como esta peça?
Juro, ele ainda me mata.
FESTA DA NOITE DAS BRUXAS
Querido, o que aconteceu?
Estás tão pegajoso.
Estás bem?
Bom, arranhei-me um pouco.
O que pode a mamã fazer para te sentires melhor?
Bom, a nova consola talvez alivie a dor, mas com o novo jogo de corridas.
- Seria ótimo. - Sim.
Tudo o que meu fofinho quiser,
a mamã fará para ti.
Adoro-te tanto. Nada vai magoar o meu bebé.
Bom, parece que não vais ter nenhuma festa do século
nos próximos 100 anos. - O quê? A culpa não foi minha!
A culpa foi do sistema. Não do sistema "sistema",
mas do sistema elétrico. - Adeus. Bom fim de semana.
Porque estou metido em sarilhos?
Até fui um herói, de certo modo.
Bom, até a rã explodir.
A mãe do Peter acha que ele está preparado para ir a festas,
e ele anda com rãs mortas.
Se a minha mãe estivesse aqui,
ficaria muito chateada com a forma como o pai me trata.
Até o Cameron é abraçado a caminho de um monovolume.
E ainda fica com a Melanie?
Sabem que mais? Tanto faz.
Eles vão ver.
Estás aí, lagarto preguiçoso.
11:46 OUTUBRO 31 MELANIE
PARABÉNS POR TERES REBENTADO COM O QUADRO ELÉTRICO DA ESCOLA, HOJE!
MELANIE DEVIAS VIR À MINHA FESTA!!!
ARRECADAÇÃO
Pai, tenho uma oportunidade excitante para te propor.
O que posso fazer para me deixares ir à festa desta noite?
Estás interessado numa lavagem de louça ou num pacote de limpeza automóvel?
Estaria disposto a estudar a arte do shiatsu
para melhorar a tua má circulação.
Boa tentativa, Lucas, mas continuas de castigo.
Que tal cozinharmos algo bom e eu deixar-te alugar um filme, esta noite?
Será divertido.
Uma mãe teria gostado da massagem.
Por favor, não. Deixa isso.
Raptou a tua mulher.
Eu sei, quero pagar-lhe uma bebida.
Eu sabia que virias, se te mandasse um SMS.
Hashtag "porque demoraste tanto?"
Olá, Melanie. Gosto da tua máscara de galinha.
Sou um anjo.
Claro.
Tanto faz.
Gostei do que fizeste na aula, hoje.
Queres ver o que eu sei fazer?
Para o meu Chihuahua, para o meu Ranchito. Para o meu Luis Manuel Daniel.
Não sei o que faria sem ti.
És doido.
Sei que estás grávida.
Como podes saber?
Encontrei o teste de gravidez.
Onde estás, filho? Está na hora do teu remédio.
- Lucas? - Sim?
Tenho uma surpresa para ti.
Fecha os olhos.
Isto é o que te acontece.
- Olá. - Fujam!
Fujam!
Devia ter-me mantido de castigo.
- Pai? - Devias ter ficado em casa.
Lucas!
Aqui em cima, pai.
Segura-te bem, filho.
Fujam, idiotas!
Aonde vão todos?
O que aconteceu aqui?
- Boa máscara, miúdo. - Obrigado.
Eu disse-te para ficares em casa. Nunca me dás ouvidos.
A sério, pai? Transformo-me num monstro horrível
e dizes isso?
Abre a boca.
Está quase.
Acho que te devíamos ter descido primeiro.
O que estás a tentar fazer? Cegar-me?
- E asfixiar-me? - Desculpa, filho.
- Tenta acalmar-te. Explico-te mais tarde. - Explicas?
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