The first 200 lines.
UMA SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Não é o teu dia, pois não?
O que vai ser?
- Onde é a casa do presidente? - É no beco à esquerda...
Isadora!
Não queremos aqui a tua laia, bruxo.
O presidente,
diga-me onde ele está e sigo o meu caminho.
Aqui não mandas,
seu cabrão mutante.
Ouviste?
Sai.
Pelo teu pé ou morto, tu é que escolhes.
Não é difícil.
Que se foda. Mata-o à porrada, se for preciso.
Então, bruxo... Não tens medo de nós, pois não?
- Mostra-nos o que vales. - Podes deixá-lo em paz?
- Os bruxos não são de fiar. - Não é consigo.
Peço desculpa pela interferência do meu homem.
Espero que melhore o seu comportamento até ao mercado de amanhã.
Desculpa, Renfri.
Vamos lá, rapazes.
Uma cerveja para o meu amigo e outra para mim.
Agora já é consigo, meu bom senhor.
Queres comer?
Estou cheio.
Carne de veado.
A minha mãe, que Deus a tenha, ficaria horrorizada.
Fica só entre nós, então.
O que te traz a Blaviken, Cabelo Branco? Vieste atrás de um monstro?
Estava a viajar pelo pântano.
Isso é um erro. Porque não viajas pelas estradas principais?
Aí é difícil ganhar a vida.
E precisas de dinheiro para roupa nova.
Mais duas cervejas.
Encontro cada vez mais monstros, onde quer que vá.
Quanto quer pelo seu kikimora?
Matei uma ratazana esta manhã com um garfo.
Espetei-lho na barriga roliça.
A minha mãe ia desmaiando, mas paciência. Andava a cagar-nos a despensa há dias.
- Falaste em dinheiro. - Sim.
A Isadora disse que procura o meu pai.
Ela é uma fofoqueira.
Mal entrou na Taberna dos Lordes,
deve ter contado a todos que chegara um bruxo malvado.
Não me assusta.
Que pena.
E também lhe posso dizer
que este monstro não servirá de nada ao meu pai.
O teu pai,
o presidente?
Ele afixou um cartaz.
Para um graveir. Os kikimoras são úteis.
Controlam a população.
Fale com Irion, o nosso feiticeiro.
Está disposto a pagar por miudezas para elixires.
Vendi-lhe o nosso cão quando morreu. Misteriosamente...
Está bem.
Leva-me até ele.
Consegui 15 coroas pelo rafeiro esganiçado.
Chega para comprar roupa nova. É só uma ideia...
Anda, Płotka.
Alguma vez matou um súcubo?
Uma estrige?
Um lobisomem?
Uma loba-mulher?
Isso não existe.
Então, já matou os outros? Acho que isso faz de si um herói.
A minha mãe diz que é fruto de feitiçaria condenável,
uma criação diabólica, um degenerado nojento nascido do Inferno.
Já foi ao Inferno?
Eu nunca saí de Blaviken, porque a minha mãe também não.
E se serve para a Libushe, também serve para a Marilka.
É o meu nome.
Marilka.
Como larica.
Qual é o seu?
Geralt.
Como garrote?
Boa.
De onde é, Geralt?
Rivia.
Não sei onde é, mas posso aprender, se me deixar.
Não.
Porque sou uma rapariga e as raparigas não podem ser bruxas.
O que deve ser a coisa mais parva que já ouvi.
Quero mais.
Tenho de ser mais, porque não sei o que fazer aqui o resto da vida,
exceto ir ao velho mercado.
E matar ratazanas.
E cães.
Chegámos.
Segura no Płotka.
Porta-te bem.
Olá, Płotka.
Saudações.
Sou Stregobor.
Mestre Stregobor.
Feiticeiro.
Tenho um kikimora para o mestre Irion.
Sim, perdoe a confusão.
Irion criou esta torre, mas já morreu há 200 anos.
Então, para o homenagear, adotei o nome dele como a minha...
... alcunha pessoal.
Ele também criou esta ilusão?
Não, isto é...
... uma criação minha.
Ajuda a passar melhor o tempo.
Porque está escondido, Stregobor.
Que perspicaz...
... bruxo.
Não é costume vermos pessoas como você em Blaviken.
Não restam muitos como eu.
Dava-lhe os meus pêsames, mas...
... lembro-me que os bruxos não têm sentimentos. Nenhuns.
Ainda bem que o destino o trouxe até mim.
- A Marilka trouxe-me até si. - A Marilka trabalha para mim.
De vez em quando.
Em assuntos importantes.
Um feiticeiro eremita que usa um pseudónimo
e contrata uma jovem para lhe conseguir um bruxo.
Não quer o meu monstro.
Quer que eu mate o seu.
Muito perspicaz...
... mesmo.
- De que espécie? - Da pior espécie.
Da espécie humana.
Chama-se Renfri.
Raios.
Força, Martin.
Cinco.
- Ainda não. - Impossível teres cinco.
Não trincas esse pão antes de eu tentar.
- É melhor lançares. - Continua.
Eu disse-te.
- Não roubei o pão. Foi o Korin! - Cala-te, idiota.
Tem de vir connosco.
Como sua rainha, concedo-lhe este louvor
que simbolizará o seu dever de vassalagem
e fidelidade à Coroa de Cintra.
Bem que eu queria um pouco de "felicidade" agora.
Que nojo.
Promete esforçar-se ao máximo para defender os fracos...
- Quem se atrasa não dá palpites. - Estava a jogar na praça.
À bugalha?
Ganhaste? Como te ensinei.
Teria ganhado, se os cavaleiros não tivessem aparecido.
Se não consegues ganhar porque tens medo de uns cavalinhos,
como será quando fores para a guerra?
Pelo menos, não cagaste nas cuecas.
Como membros da família real,
será demasiado pedir-vos para terem um pouco de respeito?
Principalmente tu.
É o teu dever,
como rei e avô.
Permite-me que me retire. Estou cansado da viagem.
E dos meus deveres de quarto de há pouco.
Que nojo.
Como sua rainha,
concedo-lhe este louvor
que simbolizará o seu dever...
O destino tem muitas caras, bruxo.
A do meu, por exemplo, é linda por fora, mas horrível por dentro.
E esticou as suas malditas garras na minha direção.
Os feiticeiros são todos iguais.
Só dizem disparates, enquanto fazem caras sábias e eloquentes.
Fale normalmente.
Já ouviu falar da... maldição do Sol Negro?
O primeiro eclipse solar total em 1200 anos.
Marcou o regresso iminente de Lilit,
a deusa demoníaca da noite, enviada para exterminar a raça humana.
Segundo o sábio mago Eltibald,
o caminho de Lilit seria preparado por 60 mulheres com coroas de ouro
que encheriam os vales dos rios com sangue.
Não rima.
Todas as boas profecias rimam.
Estudei as raparigas que nasceram na altura do Sol Negro
e encontrei nelas mutações internas horrendas.
Tentei curá-las.
Tranquei-as em torres por segurança, mas morreram todas.
"Mutações internas"?
Foram autopsiadas, claro, para confirmar as minhas suspeitas.
Mas eliminar estas mulheres foi o mal menor.
Podiam ter afogado reinos inteiros em sangue.
Se tivesse vivido durante a Rebelião de Falka e visto o que eu vi...
Morreram mulheres inocentes.
Mas não Renfri, a mais bela.
Ela anda atrás de si.
É filha do Rei Fredefalt de Creyden.
Fui eu que fiz o parto dela, a meio da tarde, na escuridão total.
Sob o Sol Negro,
portanto... está amaldiçoada.
Considera-me um tolo, bruxo?
Acha que não investiguei? Renfri foi gravemente afetada.
A madrasta dela, Aridea, disse-me que ela torturou um canário,
estrangulou dois cães
e até arrancou um olho à empregada com um pente.
Admito que o que aconteceu não foi o ideal,
mas com a vida dos filhos de Aridea em jogo, tivemos de agir.
Por isso, enviei alguém para seguir Renfri até ao bosque.
No comments yet. Be the first to leave one.