Moving On

Moving On (남매의 여름밤)

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Moving On 2022 BDRip x264-PiGNUS
A Commentary by sub.Trader
Portugal | Teresa da Silva

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Published on: 2023-06-25
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The first 200 lines.

Vou ter saudades tuas.

Quem me dera não ter de ir.

Adoro-te tanto.

Vais tomar os teus comprimidos, querido, sim?

Não os mastigues e deites fora.

Não acredito que vais viajar, mãe. Sei como detestas andar de avião.

Sim, detesto, mas há coisas que são importantes.

Obrigada por ficares com ele.

De nada. É um querido.

-Meninos, venham cumprimentar a avó. -Estou ao telefone!

Os amarelos são duas vezes por dia e os azuis uma.

Eu sei. Deste-me a lista, lembras-te?

Sim, eu sei, mas...

E estes são os brinquedos dele.

E ele dorme com o Sr. Alce.

Se não entrarem já aqui,

deito-vos os telemóveis pela sanita abaixo!

Não os quero ver. Quero dizer, não os quero incomodar.

Sei que estão ocupados.

Não grites tanto. Não quero que o enerves.

-Mãe... -Ele já está passado.

-Não acho que esteja stressado. Está bem. -Olá, avó.

Olá, Tommy.

Então, quem morreu?

Uma velha amiga.

Talvez possas brincar com o Dashel.

Talvez.

Está bem.

Se acontecer alguma coisa, quero que saibas que te adoro, Dashel.

Sim, a mamã adora-te e vai correr tudo bem.

Não sejas tão dramática, mãe. Voar é muito seguro.

Vais voltar num instante.

Não vai acontecer nada.

-Claire. -Allie.

Ainda bem que veio.

-Obrigada por me avisares. -Claro.

A minha mãe tinha muitas saudades suas. Ela adorava-a.

Eu também a adorava.

Parem. Estou a ver-vos.

-Três? -Três. Dá para acreditar?

Parem.

O pai vai ficar feliz por ter vindo. Vai significar muito para ele.

Estivemos juntos 51 anos. Cinquenta e um anos.

Ela era uma mulher maravilhosa.

Maravilhosa.

Estou a usar saltos altos em honra da Joyce.

Ela tinha pernas fantásticas e adorava exibi-las.

Pois era. Tinha pernas espetaculares.

Claire! Sempre vieste.

Ela teria ficado muito feliz.

Esta é a Claire, uma das amigas mais antigas da Joyce.

Andaram juntas na faculdade.

Agora, a Claire vive no Ohio.

-Lamentamos muito. -Deus te abençoe, querida.

Liga-nos e vem jantar, Howard.

Obrigado, assim farei.

Adoramos-te.

Claire...

Howard, vou-te matar.

Agora que ela morreu, agora que já não a pode magoar,

vou-te matar.

Este fim de semana.

Vou fazê-lo este fim de semana.

Howard. Querido Howard.

Olá, olá.

-Pobre homem. -Sim.

Lamento imenso.

Seria de esperar que nos habituássemos.

Habituássemos à ideia da perda.

Quando a vemos a esta distância, no horizonte.

É como aquele plano do Lawrence da Arábia.

Aquele pontinho que se aproxima cada vez mais.

Aprendi muito.

Mudei muito.

Aprendi a ter paciência, humildade.

Aprendi a gostar de galões.

Alguns de vocês sabem

que a Joyce adorava os seus galões da tarde,

e também me viciou neles.

Às vezes, acho que ainda a ouço dizer:

"Howie, vai ao café e traz uns galões, está bem?"

Conheci a Joyce em Nova Iorque.

Casámo-nos...

...sete meses depois de nos conhecermos.

E não me arrependo.

De nada.

Querida, só quero que saibas, do fundo do meu coração...

Enganei-me na entrada?

A porta dizia "capela".

Howard.

Interrompi o teu elogio fúnebre?

-Céus, desculpa. -Não faz mal, Evelyn.

Não faz mal. Por favor. Esta é a Evelyn.

A Evelyn foi colega de quarto da Joyce na faculdade, acreditem ou não.

Porque não acreditariam?

É só uma expressão.

Estava nas traseiras, na casa de banho. Isto parece um dédalo.

-Entendido. -Um labirinto.

Sim.

Bela foto. Um pouco inócua, talvez.

O quê?

Bem, ela parece agradável,

mas a Joyce nunca foi apenas agradável.

Foi sempre fulgurante.

Fulgurante?

Evelyn, importas-te de te sentar? Por favor?

Estou a meio do elogio fúnebre à minha mulher.

A minha mulher de há 51 anos acabou de morrer!

Compreendo.

A minha amiga morreu, a minha amiga de há 60 anos.

E esta?

Não é impressionante?

Bem, força.

Estavas a dizer algo sobre não ter arrependimentos.

"Querida Joyce, do fundo do meu coração..."

Sim.

Ia dizer que...

Admirei a coragem dela ao lutar contra esta doença horrível.

Evelyn.

Evie.

-Sou eu. A Claire. -Olá, Claire. Eu sei que és tu.

Ainda não perdi o juízo. Nem a vista.

Entra. Deixa-me dar-te boleia.

Tens carta de condução?

Tenho. Fiz o exame há dois meses.

E passaste? Subornaste o instrutor?

Não foi preciso. Sou uma excelente condutora!

Confio mais no autocarro.

Entra. Tenho de falar contigo.

Sobre o quê?

Sobre o que tens de falar?

-Vamos, mexe-te! -Bolas, tem calma!

Que tipo de pessoa buzina num cemitério?

Passa! Há espaço! Vai!

-Idiota. -Estúpida!

Entra, Evie. Tenho de falar contigo.

Eu disse-lhe.

Disseste-lhe o quê?

Disse-lhe que o ia matar este fim de semana.

Vou matar o sacana.

Posso conversar um pouco.

Não vais matar ninguém.

-Vou. -Sempre tiveste grandes ideias,

mas poucas concretizações.

Não é verdade.

E aquela vez em que ias sair a meio da noite

e pintar uma vagina naquela república universitária?

Não me lembro disso.

Falaste disso durante semanas.

Ias fazê-lo no baile da universidade.

A sério? O que aconteceu?

Nada. Não aconteceu nada. Nunca o fizeste.

E aquela vez em que ias ser uma cantora lounge?

Ou conduzir até ao Peru?

Ainda tenho tempo.

Ainda tocas?

Claro que ainda toco.

Sem o violoncelo, estaria perdida. Completamente perdida.

Que bom para ti.

Já não faço parte da orquestra.

Faço parte de alguns grupos.

Um é totalmente dedicado a compositores modernos.

E o outro é só Bach.

Ainda tens aquela casinha gira?

Isso é maravilhoso, maravilhoso.

Estava a pensar se me podias ajudar.

A fazer o quê? Matá-lo?

Há uma coisinha chamada "cadeia".

É um bom sítio para visitar, mas não para viver.

E vamos fazer uma pausa para recordar a nossa linda, gentil e feliz amiga,

a cujo funeral fomos hoje.

Tenho pensado nela.

Dei prioridade à felicidade dela em vez da minha,

em vez da minha sanidade mental.

Ela nunca te pediu para fazeres nada.

E eu disse-te para ires à polícia.

Sim, pois disseste. Não teriam acreditado em mim.

Naquela altura?

"Porque estava sozinha naquela casa?

Sabia que a sua amiga estava fora.

Porque estava sozinha na casa da sua melhor amiga,

com o marido dela?"

Melhor amiga? Na altura, pensava que eu era a tua melhor amiga.

Eram ambas as minhas melhores amigas.

Estou a brincar contigo.

Se eu tivesse contado à polícia, teria estragado a vida dela.

Nunca saberemos.

A vida dela podia ter sido melhor.

Então...

...qual é o plano?

Vou alvejá-lo.

Vou comprar uma arma e levá-la para o velório.

Queres vir comigo?

Claro, Scarface. Parece divertido.

Está bem.

FÁBRICA DE ARMAS AMERICANAS

-Olá. -Olá.

Queria comprar uma pistola.

Algo que não seja muito pesado.

E talvez um silenciador.

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