The first 200 lines.
Coloque a cabeça ali.
Lá vai.
Está vendo? Coloque a mão.
- Assim. Separe a pele, viu? - Não se suje, senhora.
É só tirar bem a pele e colocar isto…
Tá.
Nele todo para ficar úmido, entendeu?
- Eu passo, está bem. - É, exatamente.
- Está bom. - Assim. Sua vez.
Tá. Agora eu coloco no forno, né?
Não é no forno, é na geladeira! Caso contrário, por que colocar isto?
- Tem que absorver para não ressecar. - Entendi, senhora.
Ele resseca. E frango ressecado é horrível.
Não tem nada pior que isso. Lali!
Quer que eu a procure?
Laura!
Aproveito e limpo o quarto dela, tá?
Não, ela que limpe.
Ela que arrume as roupas dela. Que roupa é essa?
- Vá se trocar, por favor. - Que cheiro é esse? Que nojo!
Vá se trocar. Vista algo. Preciso de você como aliada. Vá.
O aniversário do papai foi há uma semana.
Não comece, pois você não vai sair.
Não, só vou à casa da Flor. Durmo lá, e vamos à escola amanhã.
- Você vê a Flor amanhã. - Caramba! Tem algo para comer?
Tem. Coma uma maçã.
- Fez frango com alho. O que… - Anda.
Não se cansa de sempre fazer o mesmo?
Vá se trocar, por favor. Vá se trocar.
Quem é?
- Quem é pontual assim? - Eu abro, senhora.
- Não se chega na hora! - Quem disse?
O bom gosto.
Atrase-se em 15 minutos, no mínimo.
Meia hora, se for íntima.
Se casais se atrasam em uma hora, brigaram.
Então não. Se você chega tarde, as pessoas comentam.
É melhor inventar uma desculpa e não ir.
Vá se trocar, por favor.
- Não quero briga. - Inés?
- Amanhã você fica livre. - Inés?
Isto não é planta de ambiente externo? É, sim.
- Oi, mãe. - Oi.
Que roupa é essa? Não cai bem em você.
A comida não vai dar. Teremos que comprar mais.
Se não vai dar, não coma.
- Tere! Vocês chegaram! - Oi! Chegamos!
- Você está tão magra! - Sério?
- É. - Não.
- Que calor que faz lá fora! Aqui também. - Oi, querida.
- Podemos ligar o ar? - Está calor?
- Muito. - Está calor, né?
- É. - Cadê?
- Amo alcaparra. - Vou ligar.
- Cadê… o troço? Pauli! - Você gosta?
Cadê…
Para o ar. Não sente esse calor?
- Não tem pilha. - Não gosta?
O controle precisa de pilhas.
- Eu te disse outro dia. - Obrigada.
- Sabe o que deve fazer? - Espere, Pauli.
- Tem que pintar. - Deixe aqui, Pauliola.
- Eu clarearia com cinza. - Eu posso.
Deixa um pouco mais claro.
- Um tom branco. - Deixe.
Não mexa na mesa antes de o Ernesto chegar.
- Mande-a comprar pilhas. - O quê?
Cementillo, é popular.
Todo mundo quer. Clareia. Marrom é insosso.
- Sério? Entendi. - Bem insosso, acredite.
- Quando ele chega? - Não sei.
Falou para não buscá-lo. Chega em meia hora.
- Que horas são? - Ela emagreceu.
- É? - Parece igual, mas está bem.
Falei "cementillo"? Me enganei. É "cementino".
- É "cementino". - Cementino.
Te consigo um desconto da construtora.
Pense nisso. Vai clarear a casa.
Obrigada por vir.
Sério, muito obrigada por terem vindo hoje.
É aniversário do meu irmão. Como não viríamos?
- Com tudo que você preparou. - Quando ele chega?
Fiz frango com alho.
- Tá? - Receita da minha mãe.
Não. É minha, pois mudei alguns ingredientes.
Então não é da sua mãe. A receita é minha.
Você faz muito bem. Nunca acertei.
Pauli!
- Coloque no forno agora! Vamos, certo. - Coloco? Vou colocar.
- Uma bebida? - Tenho que ensinar tudo.
- Tudo. - Eu atendo.
Querem beber algo. Não vê que não estão bebendo?
- Sirva… Um suco? - Não, álcool.
Qualquer coisa. Se não tiver, tudo bem.
- Vou abrir algo. Vamos esperar o Ernesto. - Tá.
- Mas… - Vamos esperar. Bebe.
- Pare de pedir. - É festa de criança?
- Porque… Sim, bem pontuais. - Porque chegaram muito cedo.
Não acredito.
- Cadê aquele troço? - Vai ser ótimo.
- Por que não se trocou? - Eu me troquei.
- Não, vista-se como um ser humano. - Me diga que roupa você quer.
O vestido preto que comprei e você pediu.
- O pequeno. - Não.
- O que é isso? - Quero milanesas.
Não vai comer nada!
Olhe quanta comida. Quer comer mais o quê?
- Quero outra coisa. - Coma isso.
- Olá! Aqui também faz muito calor. - Aqui faz calor.
O Ernesto foi a qual convenção?
Não sei.
- Ora, tinha um vinho aberto. - Largue esse vinho.
É para cozinhar. Não beba.
- Dá para beber. - Dá… Você que sabe.
- Tá. - Pode ficar.
Relaxa. Tá?
Posso ajudar em algo?
Não, tudo bem. Está tudo pronto.
Não, mas como você está?
Bem.
Estou bem. E você?
Bem.
Nós estamos bem.
Isso é bom, né? Estamos todos bem.
- Ótimo, né? - É.
Vou checar para não queimar.
- Porque tenho que pôr… - Senhora!
- O que aconteceu? Olhe. - Não…
Você é tão inútil!
- Água fria. - Manteiga na queimadura.
Tudo bem. Me deixa.
- Você tem cérebro de mosca! - Um kit médico.
Senhora, vem cá.
- Cuidado. - O que é isto?
- Me deixa. - É gaze.
- Me deixa. - Não tem um kit médico?
Pare de me ajudar, Teresa! Está tudo bem! Me deixe!
- Calma. - Vou trocar. Não gosto disso.
- As tias chegaram. Deixo entrar? - Chegaram?
Está bem quente. O ar está sem pilhas.
- O que posso fazer? - Não tem pilhas?
Busque algo, sei lá. Pegue umas pilhas do…
Na esquina? Como…
- Vá até a esquina… - Por quê?
E compre umas empanadas, tá?
Mandou eu me trocar, e farei isso.
Não! Faça um favor à sua mãe! Vá comprar empanadas!
- Somos quantos? - E o tio?
Não, seu tio é um inútil. Ele vai trazer qualquer coisa.
Compre duas dúzias de empanadas. Cadê você? Tirou dinheiro daqui?
- Endoidou? - Sumiu.
E eu pegaria? Não peguei.
As tias chegaram? Olá, tias, entrem!
Está tão quente aqui!
Se não ligarem o ar, vamos embora.
- Nós vamos. - O ar.
O controle está sem pilha, mas vamos procurar algumas. Entrem.
- Cadê seu marido? - Em uma convenção.
- Outra? - É, em outra convenção.
Escondam-se em algum lugar, pois, se ele chegar, não quero que…
Ernesto!
Mas…
Que surpresa!
Surpresa!
- Olá. - O Ernesto chegou!
- É, olá. - Olá.
Surpresa!
- Já volto. - Aonde vai?
Pergunte a ela.
- Olá. - Nada. Entra, amor.
Olá.
Se for a uma festa, me chame e eu vou Eles me chamam…
Querido!
Que legal!
- Como vão? Que surpresa boa! - A cada dia, mais bonito!
É, fique de olho nele, querida. A cada dia…
Como vai?
- Para você. - Te esperava.
- Por favor, querida. - Que gentileza!
- Parabéns, mano. - Mais um ano.
Feliz aniversário!
- O que será? - Ai, o que será?
Escolhi uma igual à minha.
- A melhor. - Vou usar amanhã. Obrigado.
- Feliz aniversário. - Obrigado, Tere.
- Você parece feliz. - Presentão.
É, estou muito feliz.
A convenção foi boa?
Muito boa.
Que ótimo!
- É para mim? Senhoras… - Presente nosso. Querido.
Meu amor.
- Como foi? - Muito bem.
- É? - Como você está?
Bem.
- Sirva algo. O povo tem fome. - A Lali foi comprar empanadas.
- Pode ser. - Não posso comer empanada.
- Ela não pode. - Passo mal.
Sei lá, me dê qualquer coisa, mas não posso com empanadas, tá?
Não tem qualquer coisa, Sandra.
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