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PARA BIRGITTA, BJORN, COSTA E ULF
MUSEU NÓRDICO
MUSEU DE ESTOCOLMO METAL, ORIGEM: FINLÂNDIA
DIRETOR
Rua Wadmal, número 1736…
Mas que… A coroa real da Finlândia!
No meu museu.
É quase meia-noite, A Hora dos Pedidos, na P4 Stockholm,
com o nosso rei da noite, Hans Eldemar.
Está alguém a ouvir?
Nesse caso, fiquem connosco ao longo da noite.
Bolas! A Hora dos Pedidos! Quase me esquecia.
"Às 23h59, ligar a rádio."
Vamos lá ligar, claro.
… as canções que querem ouvir hoje.
Liguem para 08-21-30-50.
… entre as flores do parque de Pontonjär
nestes tempos de euforia.
O Midsommar está quase aí, acreditem ou não.
A maior tradição sueca de sempre. Daqui a pouco…
Pois é.
… o Concerto do Midsommar, no Kulla Concert Hall, em Norrköping.
Olá!
A última, como sempre. Não és feliz em casa?
Guarda o forte.
Está na hora de ouvir o primeiro pedido dos nossos ouvintes.
- E é alguém que já conhecemos. - Sim, daqui fala a Margit Vanheden.
Olá, Margit!
- Como está Stora Essingen hoje? - Está mau.
Olá, cãozinho!
Dói-me tanto que arrasto os pés a andar.
Deve ser horrível ter sempre dores nos braços e nas pernas.
Não, são as minhas ancas!
- Pois é. Tem artrose. - Credo!
Não, a Gösta é que tem artrose.
- A Gösta é que tem artrose! - Pois.
Bem me parecia.
Os médicos disseram que não vale a pena operar.
A família Vanheden parece estar amaldiçoada.
- O meu filho Ragnar… - Mãe!
O coitadinho sempre teve problemas de ouvidos.
E NÃO DIGAS QUE ÉS MÃE DO RAGNAR!
Pronto? É agora.
Muito bem.
Merda!
Mas que raio?
Como entraste aqui?
- Sickan! - Sim.
Depressa!
O carrossel…
Vamos ouvir uma canção?
- Bem, parece que sim. - O que gostaria de ouvir?
"Ta' Med Ud Å Fisk", de Gitte Haenning.
Boa noite!
- Estou a sofrer com calos… - Pó de talco.
O Jeje procurou nos arquivos e encontrou a sua canção.
Uma das antigas da terra das salsichas vermelhas.
"Ta' Med Ud Å Fisk", de Gitte Haenning.
- Desfrute, Margit. - Do que está ele a falar?
Um, dois, três, quatro.
- A camurça. - Aqui tens.
- Doris! - Dá cá.
- A ventilação. - Um, dois, três…
Um, dois…
Boa.
Aqui vou eu!
Agora!
E agora as notícias do trânsito.
Acidente na Lidingö. Conduzam com cuidado. A Polícia vai a caminho.
A meio da canção…
Acidente na Lidingö, direção oeste, a caminho de Ropsten.
Conduzam com cuidado e abrandem.
Sickan! Estamos no tempo certo. Vou ligá-lo novamente.
Já podes descer. Eu ligo o carrossel e engano o guarda.
- Eu vou a seguir. - Sim.
Aqui vou eu!
Bem-vinda ao mealheiro!
Vamos ligar o carrossel…
- Mas que raio? - Voltamos à Lidingö.
Segundo a Polícia, há um cão à solta
que anda a divertir-se com uma salsicha na faixa da esquerda. Cuidado.
Vamos continuar.
O quê? O Sickan está aí contigo?
- Mas que raio? São moedas velhas. - O Sickan está aí?
Deve estar. Vou andando.
- São inúteis. - Vou arrancar!
Ele deve estar ali.
- Não! - Parem!
- Não… Ainda não! - O Sickan não está aqui! Harry!
Mas que raio?
- Harry! - Não!
Olá! Parem!
- Harry! - Harry!
Harry!
Calma! Vou o mais depressa que consigo.
Parem!
Aqui vamos nós…
Não te esqueças do gato!
Anda cá, gatinho.
- Ainda não saí daqui! - O Sickan não está aqui!
Idiota!
Tu aí! Para!
Espera!
Olá!
Senhoras e senhores, estamos a chegar a Helsimburgo.
A loja Tax Free vai fechar. Pedimos que saiam das cabinas.
O desembarque será feito a estibordo.
- Regina Wall? - Entre.
PRISÃO
O tempo voa, Klockan.
Noventa e nove dias, 23 horas e 59 minutos.
Ele vem aí.
- Sickan! - Sickan!
- Está ótimo. Tens feito exercício? - Não.
- Sickan… - Parabéns!
- Um abraço! E um beijo. - O que é isto?
São 14 gomas. Viemos buscar-te aqui 14 vezes.
Que merda, Sickan! Foste apanhado tantas vezes?
Não, deviam ser 13 gomas. Estive preso 14 vezes,
mas só vieram buscar-me 13 vezes.
Não queríamos perder a final do Mundial. Vamos lá!
Um balão vermelho E umas ceroulas compridas
Quatro cervejas fortes e uma sem álcool Bifanas e dançamos a noite toda
Que tal?
Algum colega de cela interessante?
Não. Um tinha vendido medicamentos milagrosos a velhotas,
outro tinha cometido fraude com cartões de crédito
e um professor de Educação Física de Tumba tinha descarregado filmes no computador.
Que anedota! Isso não são ladrões e bandidos a sério.
Não. Os profissionais como nós são coisa do passado.
- Não há ideias novas? - Não.
- Que alívio. - Ainda bem.
De colegas de cela, não.
Mas passei algum tempo na biblioteca da prisão.
Trouxe um livro chamado Pro-Finlandia.
- Que tipo de livro é? - É sobre a história da Finlândia.
Entre estas páginas, está uma descrição
de local exato onde estão 32 milhões de coroas.
- 32 milhões? - Isso é bastante bom.
- Hassan, tiras a Myran? - Slim, vai tomar banho.
Não há água.
Não mudou nada por aqui.
Não é o caso. Estamos sem eletricidade há 12 semanas.
De momento, roubamos luz do clube naval.
Não é sustentável. Não podemos viver assim.
Na terça, o cano da água rebentou. Tive de usar champô seco a semana toda.
- Jantar daqui a dez minutos! - E reunião na torre daqui a uma hora.
Isto não vai ser divertido.
Tem perguntas?
Estou a pensar neste donativo ao museu…
Nunca discutimos exatamente quanto… Quero dizer…
- Quer saber quanto dinheiro investiremos? - Sim.
Vão receber novamente financiamento do Estado?
No ano passado, recebemos 117 milhões e 605 mil coroas.
Nós duplicamos.
Que merda.
- Olá, governador! Seja bem-vindo. - Obrigado.
Por favor, saia daqui.
O jantar está na mesa!
Depois de toda a diversão A nossa barriga vai inchar como um balão
Comida!
- O que é isto? - Esparguete à Bolonhesa.
- Ragnar, não queres? - Não, eu janto em casa.
A mãe vai fazer um fiambre de sonho, não posso chegar a casa de barriga cheia.
- Quando nos mudamos? - Temos de nos mudar?
É a nossa última refeição aqui.
Será um paraíso, comparado com isto.
Reunião em dez minutos. Repito, reunião em dez minutos.
Depois, na imagem 44…
Mais vale contarmos agora.
Não aguento ouvir um plano inteiro.
Começamos com o que temos para dizer.
Não é melhor deixar o Sickan começar?
Aqui está a agenda.
Acho que devíamos esperar.
Estão à espera do quê? Vanheden, liga isso.
- Harry, fala com ele. - Sem dúvida, mas mais logo.
Eu… tenho um plano.
Um plano fantástico. Um plano brilhante.
Talvez o mais genial que já tivemos.
Primeira imagem.
Despacha-te!
Final do século XII.
A Suécia, liderada pelo Santo Érico, estava numa cruzada brutal
num território que não tinha rei nem bandeira,
mas que viria a ser conhecido como Finlândia.
Nas florestas de Carélia, aldeias ardem
e uma menina escondida debaixo de uma pele de ovelha
vê a família ser assassinada por soldados suecos.
A avó usa a últimas forças para retirar
o tesouro da família da parede.
Um instrumento musical, um kantele.
"Deixa que queimem as nossas aldeias e matem os nossos entes queridos,
mas o som do kantele nunca morrerá! Foge, minha filha!"
A menina começou a correr com o kantele nos braços
pela floresta escura, com o frio a bater-lhe no rosto.
Ao longe, ouve os soldados e os cães a ladrar.
Acelera o passo, mas tropeça na raiz de uma árvore
e cai na neve profunda.
Está pronta para desistir, mas…
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