The first 200 lines.
Muito bem, para quem não sabe do que se trata isto tudo...
Ótimo, vamos deixar-vos na expectativa.
Olá, sou a Robin Byrd, e este é o The Robin Byrd Show.
E o que quero é que todos se sintam à vontade.
Deves estar com alguém de quem gostas, por isso, aconcheguem-se bem.
E, para os que não estão acompanhados,
bem, têm-me sempre a mim, a Robin Byrd.
AVISO
Deem as boas-vindas a um dos segredos mais bem guardados de Nova Iorque,
a Robin Byrd.
Todos conhecem a Robin Byrd!
Deve ter o recorde de programas por cabo.
É isso que acontece quando se produz, realiza, escreve e...
... tudo o mais.
Ela é um ícone cultural
e acho que adorou a ideia
de estar a organizar a derradeira festa clandestina.
A Robin foi uma figura importante
no feminismo sexo positivo
e no ativismo pelo prazer.
E quanto mais lubrificada ela fica,
mais fácil é introduzir a pila.
As pessoas achavam que ela era exagerada,
mas a verdade é que a Robin lutou com unhas e dentes pela comunidade gay.
SALVEM A BYRD É A NOSSA ESCOLHA
Vão buscar os preservativos enquanto faço tudo isto.
Meese anunciou hoje uma ofensiva federal contra materiais obscenos.
Com licença, mas, Robin, Robin,
são... É isto?
Fini?
Estou a dar tudo por tudo. Os meus fãs apoiam-me a 100%.
Quando dermos por isso,
tudo será banido nos EUA.
Censuram livros e o que aprendemos na escola.
Assim que se fala...
LIBERDADE DE EXPRESSÃO
... eles vêm atrás de ti.
- Vergonha! Vergonha! - Ser ativista é uma coisa...
LIBERTEM A BYRD
... mas quando se o ensina, significa que és um ativador.
Era isso que era Robin.
LIBERTEM A BYRD
Não é indecente?
O corpo humano não é indecente.
O que é indecente?
NOVA IORQUE
CASSETES
Há 20 anos que não recebo ninguém neste apartamento.
PARA A ROBIN, ÉS UMA BONECA! BOA SORTE, JOAN 1991
É difícil encontrar coisas aqui.
Eis o meu fato.
É um biquíni de croché que usava no programa.
Sim, está bem gasto.
Não, não cheira mal.
Pronto, é isto.
Isto devia ir para um museu.
Como podem ver, tenho aqui os aparelhos de música
e a câmara de vídeo.
E a transferência,
e a minha placa de áudio está debaixo de tudo isto...
Senta-te com o papá. Vai sentar-te com ele. Ouves-me, bebé?
Sim, ouço, não vou dizer nada.
É o Shelly. Nunca se foi embora...
MARIDO DA ROBIN
... por muito louca que eu seja.
E estes são os nossos filhos.
Temos mais de 600 cassetes.
27 de dezembro de 1989.
Foi noutro século.
Estão numerados. Todos os meus programas estão numerados.
Então, estes são os primeiros.
Eis um com a Heather Hunter.
É sempre divertido quando a Heather está no ar.
A Julie Bond foi a minha primeira transexual.
Ela era linda. Era linda.
Sempre achei que seria uma boa ideia
conhecer melhor o Jeff Stryker.
Então, fizemos uma entrevista na cama no meu hotel em Las Vegas,
depois fizemos sexo e o Shelly filmou tudo.
E o seu pénis era grande, era grosso.
Este é o primeiro... O programa Hot Legs.
Vamos pôr isto na caixa.
Isso é um verdadeiro clássico.
Este foi um dos primeiros programas que fiz.
Em 1976, havia um produtor de filmes pornográficos, Bobby Hollander,
que tinha um programa de televisão chamado Hot Legs,
apresentado por duas estrelas pornográficas.
O Bobby implorou-me porque não havia ninguém na cidade para fazer o espetáculo.
Foi um programa de meia hora na quinta-feira à noite.
Chamaram-me e disseram: “Faz-me um favor.”
Perguntei: "O quê?"
"Bem, podes vir apresentar o programa?"
ENTREVISTA DE 2006
E ele disse: "Por favor, por favor."
Disse: "Está bem, Bobby, faço-o por ti."
O formato era um filme, tipo uma curta-metragem,
tipo uma curta em 8 mm com 15 minutos de duração.
E, nos 15 minutos seguintes,
abriram as linhas telefónicas ao público.
COM ROBIN BYRD
Foi a primeira vez que a televisão se tornou interativa.
E toda a gente descarregou a sua raiva
neste programa de meia hora, onde podiam falar com a televisão.
Mas, primeiro, umas chamadas.
LIGUE PARA O 475-1550-6659!
E eu estava tão relutante em fazer a primeira chamada
porque não foram selecionados.
- Estou? - Hot Legs.
Fala mesmo do Hot Legs.
Transparecia: "Adora-me, por favor. Não me odeies."
“Tudo o que quero é amor para todos.”
Quero saber, o que é que te torna tão atraente?
Todas estas luzes aqui.
E eles disseram: "És fantástica."
“Adoramos-te. És tão bonita.”
Têm um ótimo programa. É um sucesso.
Fiquei do tipo: "Obrigada, sou linda. Ótimo."
Não há nada como um elogio,
especialmente na televisão.
Olá. As tuas pernas sensacionais são absolutamente encantadoras.
Disse: "Obrigada."
"E queres dizer alguma coisa sobre o filme?"
"Não, só quero ver mais de ti."
E não me pagaram.
O meu pagamento foram todos aqueles elogios.
Estávamos nos anos 70, não fazíamos as coisas por dinheiro.
E continuei a voltar todas as quintas-feiras para ajudá-los.
E o estúdio com quem estávamos a gravar disse:
"Esta noite não há programa." E eu perguntei: "Porquê?"
Ele diz: "Bem, o Bobby Hollander deve-me muito dinheiro."
"E até ele me pagar, não vai haver mais programas."
E eu disse: "Bem, eu quero fazer um espetáculo."
E eles disseram: "Não podes chamar-lhe The Hot Legs Show."
Perguntei: "Bem, como vou chamar-lhe?"
E eu disse:
"O Johnny Carson tinha o The Johnny Carson Show."
"O Tom Snyder tinha o The Tom Snyder Show."
"Vou chamar-lhe The Robin Byrd Show."
Fui a primeira mulher a introduzir programas para adultos na televisão.
Bem, no início, quando começou como Hot Legs,
o público era maioritariamente masculino,
porque era gerido por um homem.
Era mais voltado para os homens.
E aqui estou eu.
Tenho uma perspetiva feminina,
que é muito mais suave.
LIGA À ROBIN
- Olá. - Olá, como estás?
Só quero saber porque é que o programa Bobby Hollander mudou
para, agora, claro, o teu nome?
- Porque agora sou eu que o produzo. - Muito bem.
No início, disseram: "Tens de ser tu a produtora."
Eu disse que sim, sem saber o que faz um produtor.
Claro, 30 anos depois,
sei que um produtor faz tudo, absolutamente tudo.
POLÍCIA DA MODA
- Estou? - Sim, Robin.
Sim?
Sim, gostaria de saber o que fazes quando não estás no programa?
Estou sempre a pensar no programa.
Sempre disseram que, na televisão, não se pode usar branco, preto ou vermelho.
E pensei: "Bem, vou mudar isso."
Comprei o meu papel de fundo vermelho. Tinha um tapete preto no chão.
Usava um biquíni preto de croché.
E sabem que mais?
Todas aquelas cores e looks psicadélicos que acrescentei ao espetáculo...
... bem, ensinei ao estúdio como fazer o efeito de feedback de vídeo.
E é o que se vê no programa.
Vamos fazer alguns exercícios agora e isso faz parte do dia-a-dia.
Naquela altura,
não era comum as mulheres praticarem culturismo.
Agora, respiram...
... a partir do diafragma.
Então, eu mostrava a toda a gente: "É isto que faço pelo meu corpo."
"Faço agachamentos, faço lunges. É isto que eu gosto de fazer."
“Tu também podes fazer o mesmo.”
“Faz círculos com as pernas.”
“Foi assim que fiquei com este rabo.”
CONTOS DA BYRD
E depois havia uma história de cinco minutos
que eu escrevia.
"Byrd's Book of Bedtime Stories."
Talvez a minha música para adormecer?
Eram contos de fadas para adultos.
Portanto, eu deixava-te excitado e aconchegava-te na cama.
Ele levou-a a jantar for
e, depois, levou-a a uma discoteca.
Comecei a receber convidados no programa
depois do Byrd's Book of Bedtime Stories...
... porque as pessoas não compreendiam a indústria para adultos.
Eles achavam que toda a gente andava por aí
com dildos na boca, nas orelhas
e enfiados no rabo.
E eu só queria mostrar às pessoas que se trata apenas de seres humanos
com muito talento.
ARTISTA DE ENTRETENIMENTO
Mistura-me com vodca E chama-me Bloody Mary
Mistura-me com molho picante E fico bem assustadora
- Foi ótimo. - Obrigada.
- Isso é ótimo. Adoro. - Obrigado.
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