Endless Horizon

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Endless Horizon 2012 DSNP WEB H264-SHIIIT
A Commentary by tedi
Retail DSNP | 49:04

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Published on: 2026-06-13
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The first 200 lines.

Bem-vindo ao segundo maior continente do mundo

e berço da Humanidade,

África.

Há vários mitos em torno das paisagens banhadas pelo sol quente

e das pessoas que disputam todo e qualquer pedaço de terra inabitável

das areias desertas e da selva impenetrável.

África, com os seus elefantes, camelos, leões

e gorilas,

que habitam as florestas tropicais sombrias,

os desertos quentes e as savanas extensas.

Mas o continente é mais do que a sua vida selvagem única.

Pó, calor e sol.

São as associações que fazemos ao nome África.

Todos estes termos referem-se ao norte do país,

que é dominado por um deserto único, imenso e sem fronteiras.

Por muito hostil que o deserto possa parecer à primeira vista,

um olhar mais atento poderá surpreender-nos.

E embora as florestas tropicais ao longo do equador

possam parecer o paraíso na Terra devido à temperatura e à precipitação,

a selva esconde perigos tão letais como o calor do deserto.

Esta aparente contradição entre floresta e deserto,

chuva e pó, vida e morte,

descreve África como nenhuma outra parte do mundo

e pode ser vista uma e outra vez em todo o continente.

Foi nesta paisagem turbulenta e perigosa

que o primeiro antepassado do Homem desceu de uma árvore,

criando o marco

para a marcha triunfal da Humanidade.

Vamos explorar a história deste recanto único do planeta

e descobrir alguns dos mais magníficos lugares

do mundo.

A Terra está coberta por diversas zonas climáticas

que favorecem o desenvolvimento de flora e fauna específicas

em cada continente.

Outrora, gigantes florestas caducifólias…

FLORESTAS CADUCIFÓLIAS

… cobriam quase toda a Europa.

Só não vemos esta floresta temperada na costa mediterrânica…

CLIMA MEDITERRÂNICO

… devido ao clima mais seco e quente do Mediterrâneo.

ESTEPE ASIÁTICA

A oriente, a vastidão da estepe asiática,

que se estende pelo maior continente do mundo.

FLORESTAS BOREAIS

A norte da estepe, as florestas boreais

dominam as paisagens da Sibéria e do Extremo Oriente.

Contudo, nas regiões a sul da Ásia,

sobretudo no Médio Oriente…

DESERTOS E SAVANAS

… são mais comuns as paisagens de deserto e savana.

No sudeste asiático, as florestas tropicais estendem-se…

FLORESTA TROPICAL

… até às ilhas da Indonésia.

No coração da soalheira Austrália, um deserto é rodeado

de uma diversidade de savanas, estepes e florestas tropicais.

DESERTOS, SAVANAS, ESTEPES

No novo mundo,

composto pela América do Norte, Central e do Sul,

observa-se uma grande diversidade climática.

O norte caracteriza-se pela tundra e pelas florestas coníferas…

TUNDRA E CONÍFERAS

… mas no centro do continente norte-americano…

PRADARIAS E DESERTOS

… dominam grandes planícies, paisagens temperadas

e algumas regiões desérticas.

Na América do Sul, vastas extensões de floresta tropical

formam-se ao longo do Amazonas,

enquanto o clima muitas vezes inóspito da Cordilheira dos Andes

representa o extremo oposto.

FLORESTAS TROPICAIS

No centro de todos estes continentes e zonas climáticas

encontra-se África.

Os desertos cobrem as regiões norte e sul da costa ocidental.

No centro, encontramos a selva africana.

A floresta tropical e o deserto são separados por extensas savanas

com diferentes tipos de clima.

Embora, à primeira vista, África possa parecer agreste

e menos interessante do que os outros continentes,

é, de facto, o continente mais singular do nosso planeta.

O que torna África tão especial?

A imagem mais marcante de África

são os gigantescos grupos de animais

que percorrem grandes distâncias em busca de alimento.

No entanto, não é só a grande quantidade de animais,

mas também a grande diversidade de flora e fauna

que distingue o continente.

Para além da biodiversidade ímpar de África,

o legado como berço da Humanidade confere-lhe uma riqueza extraordinária.

Durante milénios,

as várias culturas das então jovens espécies

evoluíram de forma muito diferente

e fizeram convergir em África uma multiplicidade de formas de vida.

DESERTO

Mas, apesar do longo período

de presença do Homem em África,

o continente continua a esconder muitos segredos

nas suas profundezas.

Vastos e infindáveis, queimados pelo sol abrasador,

são assim os desertos de África.

SARA

Para norte, estende-se o Sara,

o maior deserto seco do planeta,

que cobre praticamente todo o norte de África.

As suas dunas e vales estão por trás de muitas lendas e contos.

Outrora o centro de inúmeros reinos

e atravessado pelas caravanas de sal dos tuaregues,

é agora um território quase despovoado.

DESERTO DO NAMIBE

Mais a sul, encontra-se o Namibe,

um dos raros desertos de névoa.

Cobre grande parte da Namíbia e de Angola

e tem uma área de quase 100 mil quilómetros quadrados.

O Namibe é um dos desertos mais secos do planeta

e caracteriza-se, entre outros,

pelas dunas extremamente altas e coloridas.

DESERTO KALAHARI

No coração da bacia do Kalahari situa-se o deserto Kalahari,

que se distingue dos outros desertos

pela sua areia avermelhada.

Com cerca de 900 mil quilómetros quadrados,

estende-se por vários países africanos.

Toda a bacia do Kalahari,

envolvida por savana seca nas suas margens,

é ainda mais extensa.

Onde quer que um deserto se encontre,

é instintivamente visto pelos humanos como um lugar sem vida,

mas os desertos são mais do que apenas grandes caixas de areia mortas.

Majestosos, os picos de algumas montanhas isoladas

elevam-se muito acima das dunas do deserto,

cadeias de montanhas que contrastam

com a textura suave e uniforme do deserto.

Longe da vastidão do mar de areia,

os picos montanhosos sobressaem como ilhas solitárias.

Muitos destes afloramentos isolados

são dunas petrificadas

que podem formar planaltos.

Outras montanhas solitárias são, muitas vezes, de origem vulcânica.

No entanto, as cadeias montanhosas

podem ser testemunhas de uma atividade tectónica violenta.

Exemplos impressionantes dessa atividade

incluem os maciços de Hoggar e de Tibesti,

a maior cordilheira do Sara.

A noroeste do Sara encontram-se as montanhas do Atlas.

Esta cordilheira forma uma fronteira natural

entre o deserto quente e o clima mediterrânico

do norte de Marrocos.

Ao contrário do que é habitual em montanhas em zonas de deserto,

as montanhas do Atlas contêm metais e matérias-primas

como ferro e prata, bem como gás natural.

Djerat, Ténéré ou, simplesmente, Grande Deserto,

são nomes dados ao maior deserto seco do mundo,

o Sara.

O Sara estende-se por nove milhões de quilómetros quadrados,

cobertos de areia, cascalho e rochas,

uma região tão seca e quente

que todas as criaturas vivas sucumbem ao vazio implacável,

ou, pelo menos, é o que parece.

O deserto pode ser mais do que apenas areia e pó.

Em alguns locais, de vez em quando,

surge um rio no deserto inóspito.

Porém, não passa de um vislumbre no calor intenso

e, rapidamente, todos os seus vestígios desaparecem

na imensidão do mar de areia.

Longe da água,

dominam as infinitas extensões de areia,

mas a ideia de que o Sara tem apenas dunas a perder de vista

não está correta.

Na verdade, apenas um quinto dos desertos são verdadeiros desertos de areia.

São habitualmente chamados "erg" ou "edean"

e consistem sobretudo em quartzo,

resultante da erosão das rochas pelo vento.

As formações rochosas criadas pela erosão

não só têm formas muito variadas

como, em alguns casos, têm um aspeto bastante curioso.

Na costa ocidental encontra-se o Namibe,

um dos poucos desertos de névoa do mundo.

A corrente oceânica fria de Benguela

é a causa para não chover há décadas no Namibe.

O deserto do Namibe encontrava-se, há quase 80 milhões de anos,

em Gondwana, o continente original.

Nessa altura, não se situava no litoral.

Isso só aconteceu após a deriva continental.

Na paisagem que rodeia o Namibe dominam montanhas altas e escarpadas.

A origem das formações rochosas cobertas de cascalho

tem um motivo interessante.

As grandes diferenças térmicas

entre os dias escaldantes e as noites gélidas

levam as grandes rochas a explodir e a formar pequenos fragmentos.

Saímos do deserto de névoa do Namibe

para regressar ao Sara.

Aqui, as rochas polidas pelo vento e as dunas altas solitárias

esperam novamente por nós.

O deserto, próximo das poucas montanhas que se elevam da areia,

é particularmente seco.

Contudo, não é verdade que o Sara tenha sido sempre quente e arenoso.

Nos últimos 100 mil anos,

houve períodos em que o Sara se transformou numa savana verde.

Estes últimos períodos húmidos ou pluviais

ocorreram há cerca de oito mil anos.

Durante esse período,

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