The first 200 lines.
Diz "mamãe".
Mamãe.
Mãe!
Mãe…
Mãe!
FELIZ ANIVERSÁRIO, BRAD
Mãe!
Mãe, para!
- Lá vem a mamãe! - Mãe!
Mãe.
Mãe!
Mamãe!
Kerwin, liga a van!
Mãe, anda logo!
Mãe!
Mãe?
Não apressa a mamãe.
- Mãe, anda logo! - Ela está vindo. Se apressem.
Leo, vem!
Mãe, vamos!
Estou indo!
- O que foi isso? - Foi por pouco.
- Chegamos! - É, bem na hora!
- Vamos. - Cuidado.
- É sério que veio assim? - Vocês me apressaram.
- Você acordou tarde. - E daí? A mamãe demorou mais.
Andem logo!
Demorei mesmo. Preciso estar bonita hoje.
Brad, ela está certa. Devia ter se arrumado.
Ninguém vai notar.
- Brad, toma. Veste isto. - Andem logo.
- Parabéns, Geri! - Amo vocês!
- Tchau! - Vão com Deus! Tchau!
- Andem logo. Vou me atrasar. - Espera.
Mãe!
Por que tanta pressa? O Tupe nem chegou.
- Se ele vier. - Até parece.
Ele vem.
TÁXI DO AEROPORTO
Já cheguei, sim.
- Amor, não esquece… - Já sei!
Vou falar com ela assim que der.
- Me liga. - Pode deixar.
Que azar, está chovendo.
É uma bênção, senhor.
Agora, vamos receber os formandos em Produção Multimídia.
Quem diria que ela se formaria…
Pois é. Antes de você, ainda por cima.
Caguei.
O que foi?
- Mãe, vamos subir no palco. - O quê? Como?
Vem comigo.
- Eu? - É.
Por que eu? Você deve ir com o Tupe.
Mãe, primeiro, onde ele está?
Segundo, por que ele?
- Ele pagou sua faculdade. - Mas a senhora me criou.
- Vai, mãe. - Vem.
As duas têm razão.
- Quer que eu vá? - Para com isso.
Eu só quis ajudar.
Perdão. Com licença.
Mano!
- Saudade! - Cheguei a tempo?
- Sobe lá. - Não.
- Deveria estar lá. - Tudo bem.
Brad.
Fabregas, Joy Marie dela Rosa.
Consegui chegar.
- Eu estava com saudade. - Eu também.
Você não cresceu nada.
Fala sério!
- Você cresceu. - Facundo, Geri A. Lopez.
É ela!
- Os Fac! - Ei!
Ele está aqui! Mãe, olha!
- Mãe! - Tem gente atrás. Senta.
Oi!
O Tupe veio!
Querida, olha. Ele veio.
Olha ele lá.
Sua filha cresceu.
Eu sei.
Quando foi a última vez que veio pra casa?
Tem uns sete ou oito anos, né?
A Geri era pequenininha.
Exato.
Mãe!
- Fique de olho na cama três. - Pode deixar.
Ela estava cansada? Com fome?
Foi só uma tontura.
Claro, foi por isso que desmaiou. Há quanto tempo ela está assim?
Não sabem?
Vocês nunca notaram?
Nunca a negligenciamos, se é o que está insinuando.
Só estou perguntando por que isso aconteceu com a mamãe.
Brad?
Está tudo bem. Ela está estável.
Podem levá-la para casa.
Espero que a família tenha convencido sua mãe
a fazer o tratamento que indiquei pra ela.
- Porque… - Espera.
Que tratamento?
Ah, meu Deus.
Ela ainda não contou a vocês.
O câncer dela voltou.
Obrigada pela presença, prefeito.
Geri, vem cá!
- Fizemos uma quentinha pra você. - Sério? Uau, minha preferida!
Vão comer, tem mais. Obrigada, prefeito.
- Parabéns, querida. - Obrigada.
Ei, viu as suas fotos? Fui eu que escolhi.
Sorte sua que não vou poder me vingar, já que não se formou.
- Caguei. - Tchau.
- Tchau. - Tchau. Vão com Deus.
Mano, todos os convidados já foram. Vamos falar com ela.
Fala você que é a mais nova.
- Eu? - É.
- Não. Vem cá. - Cuida disso.
Olha quantas bolhas!
- Vai falar com a mamãe. - Por que eu?
Porque é o filho favorito.
Vamos pedir ao primogênito.
Mano, pode falar com a mamãe?
Vamos.
Toma, patroa.
- Tem que levar isto também. - Obrigada.
Mãe, precisamos conversar.
Vocês vieram! Que gentileza!
Se lembraram! Vocês me amam mesmo.
Nós soubemos.
- O quê? - Sentimos muito.
A notícia se espalhou mais rápido do que o meu câncer, hein?
Quem foi que deu com a língua nos dentes?
Patroa…
- Está fazendo quimioterapia? - Não.
Por que não?
Sabe como foi difícil pra mim.
- Mãe. - Eu pensei…
Este é o meu filho.
O Tupe. Ele não é lindo? É meu primogênito.
- Ele é muito bonito mesmo. - E rico!
É empresário.
Tem um restaurante de sucesso em Los Angeles.
- Oi, Tupe! - Oi.
- Nós fomos colegas da sua mãe. - Pois é.
- Onde? - No hospital.
Recebemos alta ao mesmo tempo.
- Mas o meu voltou. - Por isso queremos conversar.
Ah! Ainda tem comida lá em cima.
- Vamos comer! - Vamos lá!
Espera aí. Vocês já viram o segundo episódio?
Já!
- Fiquei emocionada. - Eu também!
- Né? - Eles vão acabar juntos.
É o meu bolo de arroz especial. Ainda tem um pouco.
Mãe.
- Traz os pratos. - A química deles…
Vão apresentar um número de dança?
Meus filhos dançam muito bem. Puxaram a mim.
Mãe, podemos conversar, por favor?
Direito.
Ainda falta fatiar isso.
Traz o meu cutelo!
- Vão levar um pouco. - Claro.
- Há quanto tempo sabe? - Por que não contou?
E pra quê? Ele voltou pior.
Justamente, mãe!
Já atingiu seu cérebro e seu fígado.
Estágio quatro.
Precisa começar a quimioterapia já!
Não. Eu não quero.
Não quer melhorar, mãe?
Eu não vou melhorar.
Ele vai se espalhar…
Ouviu? Mais duas semanas, dois meses, dois anos?
Tudo bem, eu aceito.
Exato.
Não vai fazer diferença.
Só vai prolongar meu sofrimento.
Brad, você sabe disso, né?
Estágio quatro.
Acha mesmo que a gente vai te deixar morrer assim?
Não.
Então está decidido.
Vai voltar para a químio.
Eu já disse que não quero!
Não quero mais me endividar.
Não quero mais vomitar.
Não quero mais ficar fraca.
Não quero mais ficar careca.
- Só se vive uma vez. - Só se vive uma vez!
Quanto egoísmo, mãe.
Egoísmo?
Sou eu que estou morrendo.
Mas vai nos deixar órfãos.
Então
empatou.
DIPLOMAS DA FAMÍLIA FACUNDO
Isso não é nada bom.
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