The first 200 lines.
São duas libras.
Feche a porta.
Não!
A VÍTIMA DO MEDO
- O que se passa? - Um homicídio.
- Não. - Uma das meninas.
De que jornal é?
- Desculpe? - Perguntei de que jornal é.
- Ah. Do Observer. - Ah.
Vamos tirar-lhe uma foto.
- Só penso naquela pobrezinha. - É chocante, não é?
- Está atrasado. - Peço desculpa.
Espere, Mark. Tenho uma pergunta para si.
Quais são as revistas que vendem mais?
As que mostram raparigas na capa...
e elas não têm capa nenhuma.
Exato. E o seu trabalho aqui é igual.
Mostre-se ocupado.
O Times, se faz favor.
- Claro. - Obrigado.
- Algo mais? - O Telegraph.
Mais alguma coisa?
Um amigo disse-me que vende vistas.
- Que tipo de vistas? - Hmm?
Bem...
Assim, senhor?
Sim, obrigado. Sim.
- Olá, Sr. Peter. - Olá.
- Dá-me um Crunch? - À vontade, querida.
Obrigada.
- Quanto custa cada? - Cinco xelins.
Bem, levo esta. Sim.
Ah, e esta.
- Quanto leva por todas? - Por ser para si, cinco libras.
- Cinco libras. - Bem, fazemos assim.
Ficam quatro libras e dez.
E os jornais são oferta. O que acha?
- Muito obrigado. - De nada.
Deixe-me embrulhar isso.
- Ponho-o na nossa lista de correio? - Ah, não.
Não. Não. Não. Eu volto a aparecer.
Muito bem, senhor.
Obrigado.
LIVROS EDUCATIVOS
- Ah, os seus jornais, senhor. - Jornais?
- O Times e o Telegraph. - Ah sim. Claro.
Que tolice a minha. Muito obrigado, senhor.
Este não vai fazer as palavras cruzadas hoje.
Vejam quem chegou. O Cecil Beaton.
Chama-se Lorraine.
Vá lá, torna-nos famosas.
Soubeste da rapariga que mataram?
Quase me acontecia a mim.
- É? Quando? - Ontem à noite.
Fui sair com o meu namorado. Casamos no mês que vem.
O mal foi que o meu noivo nos viu.
Consegues disfarçar as negras?
- Consegues? - Acho que sim, Milly.
Rápido, sonny. Estou a derreter.
Lá vai ele outra vez. Que tens aí?
Uma namorada?
Deves ter uma namorada.
- Não, Milly. - Ouviste, Lorraine? Está disponível.
Levanta a cabeça e olha para o mar, por favor.
Que mar?
Que mar?
- Só queria esse olhar confuso. - Ah, querias?
Se o quiseres mais, penso em ti.
- Fica assim. - És um enigma e tanto.
Isto é um part-time para ti, não é?
Sim, Milly.
O que fazes na vida?
- Tiro fotografias. - Deste tipo?
Não, Milly.
- Por conta da casa. - Que bela casa.
Espero que lhe caia em cima.
É a tua vez, amor.
É a primeira vez dela.
Vá lá, não sejas tímida.
Ele disse que não tinha de me fotografar a cara.
Mas quero fazê-lo.
Veja se disfarça as negras.
- Quero fazê-lo. - E os clientes?
Não seja tímida... comigo.
Também é a primeira vez.
A sua?
Em frente a olhos como...
Olhos tão cheios de...
Vinte-e-um!
Parabéns a você. Parabéns a você
Parabéns, querida Helen
Parabéns a você.
- Obrigada. - Vá lá, sopra! Um, dois, três!
O que é isso?
Deve estar muito orgulhosa da sua filha, Sra. Stephens.
Ora esta. Olhem.
É o tipo lá de cima.
Olá. Perdi a conta às vezes em que nos cruzámos nas escadas,
mas hoje quero mesmo cumprimentá-lo, por isso, olá.
Sou a Helen Stephens, há uma festa,
e estão lá os inquilinos e amigos.
Queríamos que viesse.
- Sou o Mark. - Desculpe?
- Chamo-me Mark. - Ah, olá, Mark.
Entre, conheça os outros que moram aqui...
Lamento, mas... trabalho.
Ah, bom. Espero que a festa ainda dure muito,
por isso, quando acabar, apareça...
- Mark? - Vá lá, Helen.
O bolo. Estão à espera.
Parabéns.
Só um momento.
Bem, eu... espero não estar a incomodar.
Sabia que não ia descer, por isso...
Trouxe-lhe isto.
Obrigado... mesmo.
Bem... é melhor não lhe atrasar o trabalho.
- Gostaria de... - Ah, obrigada.
- Gostaria de lhe oferecer uma bebida. - Obrigada.
- Não tenho nenhuma. - Bem, uma água seria ótima.
Sabe, a anfitriã não pode beber água.
É uma indireta aos convidados.
- Tenho leite, se quiser. - Claro, se não se importar.
- Claro. - Obrigada.
- Aqui tem. - Muito obrigada.
Esta sala é muito agradável. Há outra lá dentro?
- Sim. - Vive aqui há quanto tempo?
Quase a vida toda. Nasci nesta casa.
É do meu pai.
Então descobri quem é o nosso senhorio?
É o seu pai?
Bem, não. Ele... ele morreu. Sou eu o senhorio.
- O senhor? - Sim.
Anda como se não pagasse renda.
- E não pago. - O que queria dizer era...
Eu sei.
A casa é dele e nunca a vou vender.
Mas tenho de alugar os quartos.
Diga-me se lhe cobrar demasiado. Posso falar com os agentes.
O preço é bom. Mas não diga aos outros
ou não o deixam em paz.
- Paz. - O que faz, Mark?
Obrigada.
Trabalho num estúdio de cinema.
Na fotografia, aposto.
- Espero chegar a diretor em breve. - Que bom.
Estava a ver filmes?
- Sim. - Seus?
- Sim. - Gostava de os ver.
Sei que estou a ser mal-educada,
mas gostava muito de os ver.
Seria a sua prenda de anos para mim.
- Seria? - Mmm.
- Ah. - Mas deve estar ocupado e...
Gostaria...
- Gostaria de os ver agora? - Obrigada.
Vou primeiro.
Está escuro.
Está melhor assim?
É enorme.
Desculpe.
- O que é isto? - Químicos.
Ah.
Isto é, bem... tanta coisa, mas...
acima de tudo é completamente inesperado.
- São todas suas? - Sim.
Quer dizer, foi você que fez isto tudo?
Mark, fale-me desta sala.
- Era do meu pai. - Sim?
- O que fazia ele? - Era cientista.
Então este equipamento era dele?
Não, vendi o dele para comprar este.
Sente-se.
Isto parece tudo tão técnico.
Se é aqui que trabalha, mal posso esperar para ver o que faz.
Mark?
- Não sei que mostrar. - O que estava a ver
quando o interrompi?
Está bem.
Helen,
esta é a primeira prenda de 21 anos
que já dei a alguém.
E é a primeira que alguma vez pedi.
Obrigada.
Mark, que rapazinho lindo.
- Quem é? - Sou eu.
Claro que é.
Então quem filmou?
O meu pai.
Que ideia fantástica.
Pode mostrar aos seus...
Deve ter tido um pesadelo.
O que era a luz nos seus olhos?
A câmara, imagino.
Do que estava à procura?
Que maroto. Espero que lhe tenham batido.
Que coisa estranha para o seu pai filmar.
- Desligou o filme? - Não.
Não.
Outra vez?
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