The Day Diego Returned to the Azteca

The Day Diego Returned to the Azteca

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The Day Diego Returned to the Azteca 2026 SPANISH DSNP WEB H264-AFO
A Commentary by tedi
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Published on: 2026-07-17
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The first 200 lines.

NA COPA DO MUNDO DE 1986, DIEGO ARMANDO MARADONA

DISPUTOU TRÊS PARTIDAS INESQUECÍVEIS NO ESTÁDIO AZTECA, NA CIDADE DO MÉXICO.

CATORZE ANOS DEPOIS, ELE VOLTOU PELA PRIMEIRA E ÚNICA VEZ.

ESTE DOCUMENTÁRIO REVELA IMAGENS DESSA VISITA ÚNICA A ESSE ESTÁDIO MÍTICO,

APÓS CONQUISTAR A GLÓRIA E SE TORNAR UMA LENDA.

Eu diria que é maravilhoso voltar ao Estádio Azteca

pelas lembranças que ele guarda.

Mas hoje significa ainda mais pra mim

porque posso dizer:

"Estamos aqui, rapazes…

Conseguimos."

Está quase tudo pronto pro pontapé inicial.

A expectativa é enorme, com o estádio lotado.

Você lembra, Diego?

Como eu poderia esquecer?

É uma sensação única.

Este estádio,

dá pra dizer que é a catedral

da minha carreira no futebol.

Porque foi aqui onde ergui a Copa,

onde marquei meu maior gol.

Nunca contei isso assim…

Estando neste gramado.

A la bim, a la bam,

a la bim bom ba,

México, México, rá, rá, rá…

A la bim, a la bam,

a la bim bom ba,

México, México, rá, rá, rá…

É assim que o futebol nos une.

Pra mim, o Estádio Azteca é tudo.

É o Coliseu do nosso bairro.

A primeira Copa do Mundo aqui

foi de Pelé, que foi campeão.

A segunda foi de Maradona.

A final de 1986 foi disputada aqui mesmo, pela Argentina.

A Mão de Deus.

As pessoas sempre falam do Estádio Azteca.

Então é especial vir aqui, nem que seja só pra tirar uma foto.

O Azteca é…

É parte do nosso patrimônio como mexicanos.

É a nossa casa.

Estou no Estádio da Cidade do México pela primeira vez

desde sua grande reforma.

E agora vai receber a abertura de uma terceira Copa do Mundo.

Hoje, este velho estádio recupera

-um pouco do encanto, da nostalgia. -Maravilha.

Mais de 80 mil pessoas.

Este é o Estádio Azteca.

O Estádio Azteca.

A primeira imagem que me vem à cabeça é de quando estava sendo construído.

Você passava por aqui e pensava: "Vai ser um estádio enorme."

Eu acredito mesmo que o Azteca é uma catedral do futebol.

Antes não havia nada ali.

Só pedra.

Emilio Azcárraga Milmo tinha comprado o Club América.

E queria um estádio grande.

Uma casa grande.

Importante.

Pra que o clube que havia comprado jogasse.

O México construiu o Estádio Azteca porque venceu a Argentina

na disputa pelo direito de sediar a Copa do Mundo da FIFA de 1970.

E não podemos esquecer que, em 1968,

o México também sediou os XIX Jogos Olímpicos.

Se você olhar as fotos do Azteca em construção,

não havia casas nem prédios.

Só fazendas e antigas propriedades.

Foi uma obra de engenharia extraordinária,

porque foi preciso explodir muita rocha.

Era pedra maciça,

um lugar muito difícil de construir.

E uma escavação tão profunda

pra erguer um estádio onde antes não existia nada.

Hoje, ele fica no meio de uma área urbana densamente povoada.

Isso mostra a visão de Emilio Azcárraga Milmo

ao escolher esse local pro Azteca.

Até hoje, ele continua sendo um monumento.

Mais do que um estádio, é um monumento.

Os brasileiros ganhando

com um estilo de jogo

que todos gostariam

de ter estado aqui para ver.

Simplesmente incrível.

A 1ª imagem que vem à cabeça quando se pensa no Azteca é México 70,

Pelé campeão.

O último ato de Pelé em uma Copa do Mundo.

Era como um teatro majestoso do futebol.

Como um belo cartão-postal.

O Azteca era isso.

Um belo cartão-postal graças ao Brasil.

Depois vieram Diego e 1986.

Essa é a próxima imagem.

E, claro, impossível esquecer.

A primeira imagem que vem à cabeça sempre que esse estádio é mencionado

é aquele gol.

Único. Inigualável.

Diego Armando Maradona, banhado pela luz do sol,

correndo como se não houvesse adversários à sua frente.

Como se ele próprio fosse um raio de sol cruzando o Azteca,

criando a jogada mais extraordinária que já vi na vida,

e acredito que todo amante do futebol já tenha visto também.

Na final contra a Alemanha,

Diego Maradona foi carregado nos ombros.

Assim como Pelé foi carregado em 1970 pelos torcedores que invadiram o gramado.

Só duas vezes um jogador foi carregado daquele jeito.

Um foi Pelé. O outro foi Diego Armando Maradona.

É algo que permanece ali. Intocável. Imaculado.

Uma tatuagem. Parte da história.

Pros argentinos e especialmente pra mim.

Tem um som especial…

Campeões do Mundo.

Dizer "o Azteca" é dizer quase tudo.

Você diz "o Azteca",

e existe toda uma civilização por trás.

Há tantas outras coisas que o Azteca representa.

Mas, acima de tudo, o Azteca é o estádio.

Pra que viveríamos se não fosse pela alegria?

Não… Olha…

Eu estava na Alemanha.

Minha esposa me ligou às 5h30 da manhã

e disse: "Papai, o Boca ganhou por 3 a 0."

Eu disse: "Meu sonho se realizou."

Porque pedi isso a Deus.

E porque é a melhor sensação do mundo.

Ganhar do River é…

É como sua filha te acordar com um beijo.

Maradona e o Boca estavam destinados a se encontrar.

Assim como Maradona e o Napoli estavam destinados a se encontrar.

Quando falo do Diego,

gosto de destacar suas origens,

fincadas em Villa Fiorito e no Argentinos Juniors.

Mas, quando falo da cultura do futebol argentino,

acho inevitável não associar Maradona ao Boca.

MUNDIAL DE FUTEBOL JUVENIL

Maradona.

Maradona.

Gol!

Argentina!

Maradona.

Depois do Mundial Juvenil de 1979,

dizia-se que os militares ligados ao River Plate

queriam Maradona no River.

Estávamos no Aeroparque.

Aqui está Diego Armando Maradona

com o troféu conquistado no Japão.

A imagem que queriam transmitir

era a de que a Argentina poderia manter seus craques.

Maradona era considerado o melhor jogador do mundo

e apontado como o sucessor de Pelé.

Então, nessa suposta relação entre a cúpula militar

e o River Plate, a intenção era que Maradona acabasse lá.

Quando surgiu a possibilidade da transferência,

já tinham ocorrido várias tentativas

de imaginar Diego com a camisa do River.

Pouca gente sabe disso, mas a Revista River

já tinha publicado uma edição.

Um desenho do Diego feito à mão

com uma camisa branca e a faixa vermelha do River.

A ideia já estava circulando.

Estamos na porta do Metropolitano,

e todo mundo comenta:

"Diego vai pro Boca." "Não vai pro Boca."

"Vai ficar no Argentinos Juniors."

"O Barcelona quer contratá-lo."

Os noticiários e emissoras do mundo inteiro estão falando de você.

Olha…

Da minha parte, está tudo acertado.

Se os clubes chegarem a um acordo,

Maradona vestirá a camisa do Boca no domingo.

Vale dez milhões.

Se chama Maradona.

E os torcedores do River

podem beijar a…

E quando você vier ao estádio, a torcida do Boca agradece.

O Dieguito merece tudo.

E quando você vier ao estádio, a torcida do Boca agradece.

O Dieguito…

Como era o Diego em 1981?

Era um garoto de 21 anos que tinha conquistado o Mundial Juvenil.

Já era uma estrela e se encaixou perfeitamente.

Mesmo sendo diferente.

E toda essa história de "Vale dez milhões…

Se chama Maradona."

Não era ele.

Ele nunca ligou pra quanto valia.

A chegada de Maradona ao Boca foi uma explosão.

Todo mundo só falava disso.

"Vale dez milhões. Se chama Maradona."

Diego vestiu a camisa como se tivesse nascido no Boca.

A expectativa era enorme.

Boca e Maradona juntos ao mesmo tempo.

A transferência mais importante da história do futebol argentino.

Como tinha que ser com Diego.

Aqui está a estrela, Diego Armando Maradona.

O Boca, que estava à beira da falência,

não tinha um centavo.

Como todo grande clube, precisava demonstrar muita força.

E o que seria melhor que contratar Diego?

Na semana seguinte, o River tentou responder

com outra grande contratação,

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