The first 200 lines.
AQUI VOCÊ DEIXA O PRESENTE E ENTRA NO MUNDO
DO PASSADO, DO FUTURO E DA FANTASIA
Sabemos que o Walt contou muitas histórias ao mundo.
EX-DIRETOR EXECUTIVO
Sempre que ando pela Main Street
penso no fato de que ele sabia que a nostalgia tinha valor,
mas também era um futurista.
Ele criou o equilíbrio entre o mundo
do passado, o mundo do presente e o mundo de amanhã.
Em muitos aspectos, a Disneyland é isso.
CORPO DE BOMBEIROS
Queremos compartilhar nosso maior e mais novo sonho.
É isto bem aqui.
A Disneyland.
Esperamos que seja diferente de tudo neste mundo.
Um lugar de esperanças e sonhos, fatos e fantasia, tudo em um.
FILMES
É incrível estar aqui
relembrando o que o Walt dizia,
mergulhando no mundo que ele descrevia
e no que ele sonhava em construir.
Dá para imaginar o quanto ele me inspirou quando eu era garoto.
Não soube o que dizer quando um garoto perguntou:
"Sr. Disney, o que o senhor faz?"
Respondi: "Às vezes, me vejo como uma abelhinha.
Vou de uma área do estúdio à outra, recolho o pólen
e meio que estimulo todo mundo.
Esse é o meu trabalho."
Não há nada melhor do que ver um contador de histórias contar uma boa história.
Quando olhei para a Pixar, Marvel, Lucasfilm e depois a 20th Century Fox,
vi um acervo de histórias incríveis,
e, se as trouxéssemos para a Walt Disney Company,
isso ampliaria muito o nosso leque
e permitiria à empresa crescer e ter sucesso por muitos anos.
Uma das coisas que você descobre ao trabalhar com um contador de histórias
é que, em muitos aspectos, as histórias são deles.
Elas vêm do coração deles.
São uma extensão de quem são como pessoas,
e eles estão ligados intimamente às histórias que estão contando.
Ao se trabalhar com um autor é muito importante entender esse fato.
Mais do que tudo, toda atração de parque temático existe
porque um grande autor contou uma grande história.
Simples assim.
DISNEY ARQUITETOS DE MUNDOS
Tudo começa no brincar.
DIRETOR CRIATIVO
Quando se lembra de como era ser criança,
e pega dois bonequinhos, sua mente entra
numa realidade que você criou.
Para mim, a Disneyland era isso em grande escala.
Assim que você entrava, era convidado para brincar.
ENTRADA - FILA RÁPIDA
Cresci numa cidadezinha no interior de Minnesota e, quase todo ano,
nos enfiávamos numa van para visitar a família no sul da Califórnia.
E o ponto alto para mim,
infelizmente, não era ver meus avós, tios ou tias.
Era ir para a Disney.
Para mim, era tipo: "Tá, vamos tirar logo essa foto
para podermos sair e aproveitar este lugar."
E eu me planejava por meses.
Eu tinha uma Super 8.
Eu tentava, naquele rolo de dois minutos e meio,
maximizar a filmagem para registrar tudo, de tão mágico.
Até hoje, acho Pirates a melhor atração.
Lembro de sentir como se tivesse entrado num sonho.
Mortos não contam histórias!
É uma narrativa incrível.
Você entra, adormece, vivencia aquilo tudo,
depois acorda desse sonho e pensa:
"O que acabou de acontecer?" Sabe? É mágico.
O que me levou para a animação foi a ilusão do movimento.
E percebi isso com um flip book.
Eu desenhava um ponto, ele virava uma linha,
ia se curvando e virava uma mesa, e...
Eu dizia: "Está se mexendo!" Era incrível.
Quanto mais me aprofundava, mais eu percebia
que o movimento era, na verdade, secundário em relação à história.
Então, quando terminei a escola, eu já adorava narrativas.
Achei que seria um animador, embora tivesse dificuldade em desenhar.
Mas aí, por motivos que nem sei explicar direito,
fui parar num estúdio bem desconhecido de computação, chamado Pixar.
Nem era um estúdio. Era uma empresa de computação.
Faziam hardware e software e, nas horas vagas, comerciais.
Por isso que entrei.
Uma coisa levou a outra, e fui supervisor de animação em Toy Story.
Nem sabia que podia fazer isso.
Ao infinito e além!
Melhor Fim de Semana da História
Participar disso desde o início mudou minha vida.
Nos víamos como os rebeldes.
Havia um desejo, tipo: "Quero ultrapassar os limites.
A animação faz de tudo."
E aí tive uma ideia sobre monstros.
Não há nada mais tóxico ou mortal que uma criança humana.
Um único toque pode matá-lo.
Bu!
Nem lembro de alguém dizer: "Você vai dirigir."
Aconteceu meio que do nada.
Escapei por um triz, por pouco mesmo.
Quase fui demitido várias vezes
porque a história não se encaixava.
Mas eu sobrevivi.
Não dá para fazer um filme pensando só no que o público quer.
Precisa vir de algo que você sente do fundo do coração.
Sabe como é, uma coisa leva à outra.
Acho que foi em 1999 que pensamos no depósito de portas como conceito.
E levou uns 30 segundos para pensarmos:
"Isso daria uma ótima atração."
Mas por motivos,
seja porque a tecnologia não dava ou o orçamento não batia,
o projeto foi sendo adiado.
Então é empolgante ver que finalmente estão construindo.
Pixar Pier.
O California Adventure abriu portas para os filmes da Pixar.
O maior elogio que nós poderíamos receber era:
"Vamos transformar seu filme em uma atração da Disneyland."
Lembro da primeira vez que vi um Woody andar por lá.
Acho que chorei.
Enquanto criamos personagens e histórias, pensamos: "Vamos empolgar as pessoas,
para que acreditem e sintam o mesmo que o personagem."
E aí você vê as crianças chegando,
e, para elas, é como se estivessem no filme,
ou o personagem tivesse saído da tela,
e elas já conhecem esse cara,
porque tiveram uma experiência emocional com ele.
É o que queremos como cineastas e artistas:
olhar para dentro de nós e criar algo que possa, de certo modo,
é tipo uma caixinha de música, você toca para outra pessoa ouvir,
e transmite o mesmo sentimento que você teve.
Faço a voz do Kevin, o pássaro de Up .
Precisávamos do som, então fiz...
E isso está no filme.
Lembro que em 1989, consegui um estágio na Disney Animation.
Fiquei muito animado.
Disseram: "Vai animar algo para o EPCOT."
Então fiz algumas cenas exploratórias do Buzzy,
que era o início de Cranium Command.
- Qual é o seu nome, recruta? - Buzzy, senhor.
Pronto pra pilotar um cérebro, Fuzzy?
É Buzzy, senhor. Sim.
É claro, tudo se passa no cérebro, no corpo de uma criança.
Anos depois, quando criei Divertida Mente,
vi que provavelmente houve uma inspiração ali.
Na época, não percebi.
Sou Tristeza.
Olá. Sou Alegria.
Aquele é o Medo.
Aquela é a Nojinho.
Aquele é o Raiva.
Acho que o primeiro personagem a surgir foi o Raiva.
Ele era como um quadrado, sabe?
É estranho visitar um país
onde não falo a língua e no qual nunca conheci ninguém,
e, mesmo assim, milhões de pessoas vão se conectar a este personagem
que desenhei num guardanapo, há oito anos, do outro lado do mundo.
Fazer filmes e fazer parte das atrações dos parques temáticos
são formas de dizer: "Você não está sozinho.
Não é o único a se sentir assim." Isso conecta as pessoas.
Isso aproxima as pessoas de formas que eu nem imaginava.
Consegue fazer isso parar?
- Vamos ver. - Conseguimos... O que...
Ei, conseguimos.
Certo. Vamos virar para o outro lado.
É escorregadio.
É a sensação de estarmos conectados e que compartilhamos uma história juntos.
É isso o que a Disney faz tão bem:
pegar essas histórias meio estranhas e específicas
e torná-las universais.
A AVENTURA ESTÁ LÁ FORA!
Tive a sorte de ser
o guardião de mundos do passado e fazê-los evoluir.
É um tipo específico de criação de mundos,
porque você não começa do zero.
Você respeita o que veio antes, mas tenta avançar e fazer progredir.
Com novas tecnologias ou atualizando para o presente...
ROTEIRISTA, DIRETOR
O MANDALORIANO E GROGU
...mas ainda preservando o que a tornou um mundo
e o que foi criado antes.
Disneyland é o meu parque favorito.
Adoro o Walt ter estado lá.
É engraçado, pensam na Disney ou Disneyland como algo nostálgico,
mas é difícil ter em mente o quanto era inovadora
toda aquela tecnologia quando foi apresentada ao público.
Acho que a mistura do velho e do novo
faz algo ser relevante para todos nós coletivamente.
Minha relação com Star Wars começou em 1977,
quando vi o primeiro filme aos dez anos.
A idade certa para ver o filme.
É como falar da Disneyland.
Não damos tanto valor agora porque crescemos com ele.
Faz quase 50 anos.
É difícil expressar, no contexto da época, o quanto aquele filme foi marcante.
Quando você vê Star Wars ...
PRESIDENTE, DIRETOR CRIATIVO
...ele te impacta porque você se sente como o Luke.
É fácil se identificar.
Você vive em um lugar muito pequeno
e sabe que existe toda uma galáxia lá fora
e que sua vida vai te levar naquela direção.
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