Shipwrecked: Nightmare at Sea

Shipwrecked: Nightmare at Sea

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Shipwrecked Nightmare at Sea 2026 NF WEB H264-EDITH
A Commentary by tedi
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Published on: 2026-07-10
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The first 200 lines.

A 13 DE JANEIRO DE 2012, O COSTA CONCORDIA EMBATEU NUMA ROCHA

E NAUFRAGOU COM MAIS DE 4000 PESSOAS A BORDO.

ESTE FILME INCLUI IMAGENS DE ARQUIVO,

TRADUÇÕES DOBRADAS DE DECLARAÇÕES DE PASSAGEIROS

E GRAVAÇÕES DA CAIXA NEGRA DO COSTA CONCORDIA.

Mas está a meter água?

À força toda. Vou descer agora.

Não tínhamos férias desde que a bebé tinha nascido.

Disse ao John que era uma boa altura

para a tal viagem incrível de que falávamos há tanto tempo

e que era muito importante para nós.

Na noite de sexta, 13 de janeiro, fazia quatro meses como bailarina a bordo.

Não fazia ideia de que algo ia acontecer.

Tão depressa estávamos a celebrar e a descontrair com a nossa família.

Como, logo a seguir, estávamos ali,

impotentes.

Parecia que o chão se tinha aberto debaixo dos nossos pés.

As pessoas agarravam-se às paredes e umas às outras.

Parece uma cena do Titanic. Totalmente.

Relatos de medo e de pânico do navio de cruzeiro Costa Concordia.

Sejamos sinceros,

pensaram nisso quando entram num avião ou num navio:

"E se algo corre mal?"

Bem, correu.

Sempre que fechamos os olhos, vemos algo daquela noite.

Volto logo ao momento mais aterrador

que já vivi com a minha família.

Céus, o que fiz?

NAUFRÁGIO: O PESADELO DO COSTA CONCORDIA

Já tínhamos ido à Europa, mas nunca juntos.

Seriam as férias mais longas juntos,

aonde iríamos mais longe.

A nossa filha, a Lila, tinha 14 meses.

Achámos que era uma boa oportunidade para fazermos uma grande viagem juntos.

Levámos uma mala cheia de brinquedos, fraldas, toalhitas,

o arsenal todo. Era tanta coisa.

Íamos a Paris, à Suíça, a Veneza, a Barcelona.

Por fim, encerraríamos com um cruzeiro.

Sim, foi um dos motivos para escolhermos estas férias.

Tirámos imensas fotos e vídeos,

criámos imensas memórias incríveis.

Eu sempre quis ir a Itália.

Era o ponto mais importante na minha lista,

mas eu não sabia que íamos num cruzeiro.

Eu não lhe contei essa parte. Só disse que íamos a Itália,

mas o cruzeiro seria uma surpresa especial.

Naquela altura, já namorávamos há três anos.

A ideia era eu, a certa altura, a pedir em casamento.

Para pedir alguém em casamento,

queremos o lugar mais romântico que há

e naquela viagem havia muitos locais por onde escolher.

Seria aquele momento em que tudo se encaixa.

Ela não recusaria, se pedisse no local perfeito.

Todos pensam assim, se vão fazer isso.

Quando cheguei,

fiquei de boca aberta com o tamanho enorme do navio.

Na altura, eu tinha 17 anos.

A minha mãe queria celebrar os seus 50 anos.

Ela fez as reservas para mim, o meu namorado de então

e a sua melhor amiga de infância, a Luisa.

Desde que eu era pequena, fazíamos tudo juntas.

Eu tinha sete anos quando lhe diagnosticaram um cancro.

Mas poucos meses antes da nossa partida,

o cancro entrou em remissão.

Era outro grande motivo para celebrar o aniversário dela.

A primeira coisa que fizemos foi explorar o navio.

Eu sabia que seria o maior navio que já tinha visto.

Ainda me lembro de entrar no navio pela primeira vez

e de ficar impressionado com a extravagância de tudo.

Muito opulento. Lustres em todo o lado.

Tudo parecia feito ou de mármore ou de vidro ou de ouro.

Muito à Itália antiga.

Tudo muito brilhante e perfeito.

Não sabia em que quarto ficaria quando fiz a reserva.

Na altura, a viagem foi muito cara e eu era estudante.

Mas ele garantiu que tinha reservado o melhor quarto possível.

Fiquei tão feliz por termos varanda e uma vista maravilhosa.

Fomos à varanda

e o Nick disse: "Olha,

um ou dois andares abaixo de nós estão os botes salva-vidas."

Os salva-vidas.

E pensei: "Vou tirar uma foto."

Nunca tinha estado num navio de cruzeiro

e pensei: "E se acontece algo como o Titanic?"

E eu disse: "Não será como o Titanic.

Já fiz cruzeiros. Vai ser incrível. Vais adorar."

SEXTA-FEIRA, 13 DE JANEIRO

Meninos, não se atrevam a sair daqui!

Passageiros a bordo: 3208-3208.

Tripulação: 1023-1023.

Quando subimos a bordo, foi fantástico.

Uma pessoa perguntou-nos o que queríamos fazer no resto da semana.

Marcámos um dia no spa. Era tudo tão empolgante.

Foi tudo tão rápido.

Chegámos ao quarto. Andámos por ali.

Enquanto passeávamos, eu tirava fotos a tudo.

Uma coisa incrível nos cruzeiros

é proporcionarem-nos tudo.

Para mim, sobretudo como mãe recente,

isso facilitou imenso as coisas.

Havia imensos restaurantes de todo o tipo,

teatros, espetáculos, casino.

Só custava decidir como passar o tempo

com tantas opções disponíveis.

Lembro-me de um bar onde podíamos fazer os nossos gelados

e estava aberto 24 horas por dia. Podíamos comer gelado à vontade.

Isto foi quando todos viam The Walking Dead.

Fazíamos um jogo, se os mortos-vivos atacassem, para onde iríamos

e que armas usaríamos para lutar ou para fugir?

Dizíamos: "Ias por ali ou por aqui?

Se for um morto-vivo lento, onde está a arma para o travar?"

Quando ele me fez isto a primeira vez,

disse que não sabia, não prestei muita atenção.

E ele disse: "Errado."

Exato. Foi aí que fizeste asneira. Foi aí.

E aos poucos comecei a prestar atenção ao que me rodeava.

Estava uma noite linda.

Estava bom tempo, um pouco frio, era janeiro.

GERENTE DE HOTEL

Era uma noite calma como qualquer outra.

Trabalhei na Costa 43 anos.

Trabalha-se sempre num navio.

Natal, Ano Novo, Páscoa, sábados e domingos.

Sentia-me mais em casa a bordo do que em casa.

Tinha cerca de 800 pessoas a trabalharem para mim no Costa Concordia.

Na noite de sexta-feira, 13 de janeiro,

eu fazia quatro meses como bailarina a bordo.

Naquela altura, era o meu emprego de sonho.

Era o Paraíso.

Podia explorar o mundo. Estava na melhor forma de sempre.

Tinha amigos incríveis.

Era pura magia.

Em nome da direção da Costa e de toda a tripulação,

é um enorme prazer e honra receber-vos a bordo.

Cruzei-me com o capitão algumas vezes.

A primeira vez foi no elevador da tripulação.

A respeito dele, eu só sabia

que era um capitão recente naquele navio.

Bom cruzeiro!

Uma vez, a minha mãe foi visitar-me a bordo

e ele estava a falar com ela

e disse que ia pescar na ilha com um amigo,

mas para não contar a ninguém porque ele não podia fazer isso.

Também havia esta coisa

de "ele aproveita-se do sistema".

21H00

Naquela noite, por volta das nove, o capitão ligou-me.

Uns dias antes, o chefe de empregados de mesa perguntou ao capitão

se o navio podia fazer uma saudação perto da ilha de Giglio

porque a irmã e a mãe moravam na ilha.

A PONTE

Perguntou-me se eu queria subir à ponte para a passagem.

Achei pouco comum,

pois era de noite, estava escuro, não havia nada para ver.

Mas como a decisão cabia ao capitão,

nós respeitámos.

CAPITÃO: Estou?

Fala o Ciro, seis milhas.

CAPITÃO: Seis milhas. Certo, muito bem, certo.

Estamos quase na ilha de Giglio. Chegaremos às 21h44.

Naquela noite, eu e o meu namorado, o Andrea, fomos ao convés da piscina.

Quando abri a porta,

senti uma brisa fresca.

Estava tudo escuro,

mas havia algumas luzes.

Havia brilhos a refletir na água.

Debrucei-me. Estava a ver o mar

e o Andrea, que estava atrás de mim, abraçou-me.

Ele disse: "Parece o Titanic."

Naquele momento, eu…

Por acaso, eu…

Senti-me um pouco estranha.

Mas era um disparate.

Então, ignoramos esse pensamento.

Foi quando recebi uma chamada da minha mãe.

Ela disse: "Estamos no restaurante.

Vão servir o jantar. Venham comer connosco."

Era um jantar importante,

pois à meia-noite

ela faria anos.

Naquela noite, o jantar foi agradável.

Dizes olá ao papá?

Mas a seguir ao jantar, como a Lila tinha um ano, fomos dormir.

Voltámos ao camarote e deitámo-la.

Fizemos a rotina noturna do costume.

Vesti o pijama.

Saí do duche, estava de boxers e ia deitar-me.

E lembro-me de me deitar

e dizer em voz alta: "Estou exausta."

Que dia comprido.

CAPITÃO: Assumo o controlo.

Qual é a velocidade?

15,3.

CAPITÃO: Aumenta para 16 nós.

À medida que nos aproximávamos da ilha, vi que estávamos muito perto.

E comentei com o chefe dos empregados de mesa, ao meu lado.

Disse: "Acho que estamos muito perto."

De repente, a costa ficou nitidamente visível.

Naquela noite, com os meus amigos, tivemos uma pausa de meia hora.

Eu andava com um barman do Peru

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