The first 200 lines.
Foda-se.
Continuai a respirar.
E fazei força.
Outra vez.
Força.
A cabeça!
-É um rapaz, princesa. -Louvada seja a Mãe!
-É saudável? -Esperneia como um cabrito, princesa.
Olá.
Princesa.
A rainha pediu que o bebé lhe fosse levado. Imediatamente.
Porquê?
Levo-lho eu.
-Devíeis descansar. -Pois devia! Ajuda-me a vestir.
Calma.
Princesa.
O vosso vestido?
-Princesa? -Vem aí.
As secundinas!
Um rapaz. Acabei de saber.
-Sim. -Parabéns.
-Aonde vais? -Ela quer vê-lo.
Agora?
Vou contigo.
-Acho bem. -Eu levo-o.
Não lhe dou essa satisfação.
Pega no meu braço, ao menos.
Foi muito doloroso?
Credo!
Uma vez, fui ferido por uma lança no ombro.
Coitado.
-Princesa. -Minha princesa.
-Ainda bem que não sou uma mulher. -Princesa.
Princesa. Meu senhor.
O que é?
O que é?
Caramba!
Caminha.
O que quererá ela?
Pensei que já tínhamos ultrapassado isto.
Princesa. Sir Laenor.
É um privilégio ser dos primeiros a dar-vos os parabéns.
Obrigada, Lorde Caswell.
Se precisais da minha ajuda...
Um dia, poderei solicitá-la.
Vamos voltar, está bem? Ela pode vir ter connosco. Está bem?
Não. A menos que me queiras carregar pelas escadas abaixo.
Isto é absurdo.
Princesa.
Rhaenyra.
Devias descansar depois do parto.
Não duvido que preferíeis isso, Vossa Graça.
Tens de te sentar.
Talya, traz uma almofada para a princesa.
-Não é preciso. -Que tolice.
Acabamos isto depois.
Vossa Graça.
Que boas novas, esta manhã.
Sem dúvida, Vossa Graça.
Onde está ele?
Onde está o meu neto? Aqui.
Aqui está ele.
É um belo príncipe.
Robusto.
Vais ser um cavaleiro temível.
-Pois vais. -O bebé já tem um nome?
-Ainda não... -Joffrey.
Chama-se Joffrey.
É um nome invulgar para um valiriano.
Creio que tem o nariz do pai.
Não tens?
Se não vos importais, Vossa Graça, a vossa filha esforçou-se heroicamente
-e devia descansar. -Claro.
Aí está...
Muito bem, filha.
Espero que o parto tenha sido fácil.
Acho que chamei cabra à parteira.
Continuai a tentar, Sir Laenor.
Mais cedo ou mais tarde, tereis um parecido convosco.
Não me consultas antes de dar um nome ao meu filho?
Também é meu filho. Não é?
Só um de nós está a sangrar.
Mereço ter uma palavra a dizer nos assuntos da minha família.
Ultimamente, não pareces muito interessado nisso.
...e ele vê um dragão enorme e assustador!
Mãe!
Vede.
Escolhemos um ovo para o bebé.
Esse parece perfeito.
-Deixei o Luke escolher. -Obrigado, Jace.
Não é todos os dias que um ovo sai do Fosso dos Dragões.
Achei melhor escoltar os rapazes.
O Laenor e eu agradecemos-vos, comandante.
Ouvi dizer que é mais um rapaz.
Vais ser um belo cavaleiro.
Posso...
Sir Harwin quer ser apresentado ao Joffrey.
Claro.
Chama-se Joffrey?
Pai, posso pegar no Joffrey?
Não. Vocês vão voltar para o Fosso dos Dragões.
-Por favor! -Antes que comecem à vossa procura.
A dormir à frente do comandante da Patrulha da Cidade.
Que falta de respeito.
Receio que a insolência seja de família.
Alto!
Deixai-o vir.
Mandai o Vermax ajoelhar-se.
Obedece!
Alto!
Muito bem.
Vermax!
Vermax!
Alto!
Deveis dominar o vosso dragão, meus príncipes.
Como o Príncipe Aegon com o Sunfyre.
Assim que vos sejam completamente servis, não obedecerão a mais ninguém.
Posso dizê-lo?
Dracarys, Vermax.
Aemond, temos uma surpresa para ti.
-O que é? -Uma coisa muito especial.
És o único que não tem um dragão.
-É verdade. -E sentimo-nos mal com isso.
-Por isso, arranjámos um para ti. -Um dragão?
-Como? -Os deuses são bons.
-Eis o Terror Cor-de-Rosa! -O Terror Cor-de-Rosa!
Tem cuidado a montá-la. O primeiro voo é sempre difícil.
Este tem 60 anéis.
E dois pares de patas em cada um.
São 240.
Sim.
Tem olhos.
Embora...
...não creio que consiga ver.
E porque achas que é assim?
Está para lá da nossa compreensão.
Creio que tens razão. Algumas coisas são como são.
Vossa Graça.
-Aemond. O que fizeste? -Ele voltou a fazê-lo.
Depois de ter sido avisado. Tenho de te prender no quarto?
-Eles obrigaram-me! -Como se precisasses de ser obrigado.
-Tens uma obsessão doentia. -Deram-me uma porca!
-O quê? -Disseram que tinham um dragão para mim.
-O último anel não tem patas. -Mas era uma porca.
Um dia, vais ter um dragão.
-Vai ter de fechar um olho. -Tenho a certeza.
Riram-se todos.
Fizeram-lhe umas asas.
E uma cauda.
-O rapaz não devia ser tão ingénuo. -É uma criança.
Ele achou que tinham prendido um dragão selvagem no Fosso dos Dragões?
-Os teus netos são um perigo. -São mais novos do que ele.
São selvagens. E não é de espantar.
De certeza que não foi o nosso Aegon que os obrigou?
É de espantar que os ovos deles tenham chocado.
-Porquê? -Sabes porquê.
-Não, não sei. -Não...
Viserys.
Continuaremos esta tarde, Eddard.
Já abordei este assunto antes
e proibiste-me de falar nele, por isso calei-me.
Ter um filho assim é um erro.
Ter três é um insulto.
Ao trono e a ti.
À Casa Velaryon e à união que te esforçaste tanto por realizar.
Já para não falar à decência.
Uma vez, tive uma égua negra.
Negra como um corvo.
Um dia, ela fugiu da pastagem dela
e o cavalo vizinho cobriu-a.
O cavalo era prateado como a Lua numa noite de inverno.
E o potro que a égua pariu era castanho.
Era o cavalo castanho mais vulgar que se possa imaginar.
A natureza é misteriosa.
Como sabes?
O cavalo prateado. Como sabes que foi ele?
Viste-os copular à tua frente?
As consequências de uma alegação como a que sugeres
seriam terríveis.
Nunca mais fales disto.
Será que enlouqueci, Sir Criston?
Os meus sentidos enganam-me, ou estão todos a dormir
-e a sonhar o mesmo sonho tolo? -Por vezes parece que sim, Vossa Graça.
Ela pavoneia desavergonhadamente o seu privilégio,
espera que todos na Fortaleza Vermelha neguem a verdade evidente,
-e o rei, o pai dela... -Sabe.
Claro que sabe. Ou já soube, mas convenceu-se do contrário.
Não faz nada a não ser desculpá-la.
A Princesa Rhaenyra é ousada e implacável,
é uma aranha que morde as presas e as suga até à última gota.
Cabra mimada.
Perdão, isto foi indigno de mim, Vossa Graça.
Tenho de acreditar que, no fim, a honra e a decência prevalecerão.
Temos de nos apoiar nisso, assim como um ao outro.
-Quem teve a ideia? -Oh, foda-se!
A porca. Foi ideia tua?
Não.
Foi o Jace.
E...
Foram os dois, não posso ter a certeza.
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