The first 200 lines.
Sophie.
Jairo, que tal?
Olá, Maria Eugenia!
Olá, Javier, como estás?
Vi o seu marido com outra.
Tenha cuidado.
Javier, como estás?
Vê o que vos trouxe.
Deixa cá ver o que trazes aí.
Olha para essa coisa linda.
É um belo peixe.
Bom apetite.
Tanta carne e eu de dieta.
Parem de me provocar, meninas.
Estão a cuidar dela?
Está com péssimo ar.
Está tudo bem.
Peço desculpa.
Queria cá estar no dia em que chegou.
Vim assim que pude.
Chama-se payara .
É feio, mas delicioso.
E a gente de cá sabe cozinhá-lo.
Enfim...
Sou o Tommy.
Sou venezuelano, obviamente, mas estudei nos EUA. Em Georgetown.
Sabe se...
Sabe se o meu marido está vivo?
Boa pergunta. E fique à vontade para me perguntar o que quiser.
Está bem?
Mas em relação a isso, não sei.
Devia comer. É sempre um bom conselho.
Quanto tempo vou ficar aqui?
Não sei.
É com outro departamento.
Lamento, sou apenas um burocrata com acesso limitado.
Não é um cargo glamoroso.
Mas a senhora?
Entre outros, trabalha para a CIA.
Não. - Não?
Este ficheiro é um engano?
Se for isso que diz, sim.
Bem, não posso mudar o que diz o ficheiro, mas...
... posso escrever um novo que fica por cima e passa a ser o mais atual.
Então, fale-me de si.
Sou cientista.
Arbitrada.
Pode pesquisar online .
Apanharam-me enquanto colhia amostras de plantas para estudar a medicina tribal.
Investigo as dependências.
E houve um grande mal-entendido por eu ter um localizador GPS
nas minhas coisas.
Não era um localizador GPS qualquer. Era militar.
Exato.
O meu marido é militar. O meu irmão também.
Devia ver a nossa casa. Parece a merda de um armeiro.
Sabe, Amber, para ser justo,
mandaram muitos recursos para salvar uma pessoa.
E, sem querer ofendê-la, mas uma pessoa que é só uma cientista.
Não.
Está a misturar os factos.
Por favor.
O meu irmão é uma lenda nas Forças Especiais.
O meu marido é poderoso como a merda.
Portanto, têm os meios e os recursos para organizar um resgate.
Isso não é uma coisa má.
É... É mau que gostem de mim?
Não.
Não, mas a outra perspetiva é que os seus familiares
com os elevados acessos de segurança tornam-na digna de confiança.
Portanto, claro, a sua família adora-a, mas a CIA também pode gostar de si, não?
Tenho amigos em Langley, acredite ou não, dos tempos da universidade.
Sei como funciona.
Eu já fui escritor.
Era bastante bom.
Depois, meti-me na segurança nacional
e, por uns tempos, fiz as duas coisas.
Escrevia ficção durante a semana e recolhia informações ao fim de semana.
Tal como a Amber. Duas vidas.
Portanto, sinto que a entendo.
Onde quer chegar?
Sinceramente?
O mais certo é morrer aqui.
Só cumpro as regras.
E agora estamos só os dois aqui, neste cenário,
e quero ter uma boa relação consigo.
Quero o mesmo.
Boa. Ainda bem.
Obrigado.
Não há razão para não sermos amigos.
Volto daqui a duas ou três semanas para ouvir o seu depoimento.
Tomás, tenho outra coisa muito importante para lhe dizer, sim?
O quê?
Vá-se foder.
Adoro. A sério.
Sabe, uma pessoa comum ficaria aterrorizada.
Ficaria... Estaria a beijar-me os sapatos, mas a Amber está tão serena.
Deve ter tido um treino do caraças.
Foi da minha infância.
Quando eu era pequena, havia um violador
que era o namorado da minha mãe.
E o meu irmão, que provavelmente o vai matar...
Sim. Mas seja como for, com oito anos, ele matou o tipo a tiro.
À queima-roupa com uma espingarda de caça,
mesmo à minha frente.
E julgo que esse evento me ensinou algo sobre o medo.
E eu adquiri uma espécie de imunidade contra sádicos.
Sinto que ela ainda está aqui.
Nem consigo acreditar.
Num segundo, tudo mudou.
Ela devia estar aqui connosco.
Desiludi-a. Não tomei conta dela.
Então, Manuel?
Olá. - Olá.
Pronto para irmos? - Sim, chefe.
Dê-me um minuto e já o apanho. - Certo.
Olá.
Já se vai embora?
Tenho de ir a Caracas contar a todos sobre o bom trabalho que fazem aqui.
Especialmente, tu.
Ouve.
Quero que saibas que todos lamentamos muito pela Fami.
Obrigada. - E então?
Vais-te embora?
Dá-lhe algum tempo.
Fica. Descansa.
Bebe, come. Mereces isso. E o peixe está...
Certo.
Queres ir para a Colômbia?
Não, não há lá nada para mim.
Então, está resolvido.
Tira o tempo que quiseres, está bem?
Sim? - Sim.
Muito bem.
Fica bem.
Mete a americana na linha.
Certo. - Fica atento a ela.
Sabe que sim.
Certo. Fica bem.
Junto à baía
Onde crescem as melancias
De volta a casa
Não me atrevo a ir
Pois se eu for
A minha mãe dirá
"Já viste um urso A pentear o pelo..."
Estás com mau ar.
Devias aprender a vestir-te um pouco melhor.
Comi peixe estragado.
Mas estou pronto a reportar.
Conta, então.
Ela é maravilhosa.
A minha ideia é fazer vídeos com ela.
Dar algum amor aos fãs.
Amor aos fãs?
De que merda estás a falar?
Mais YouTube?
Imagina.
"A donzela que não conseguem levar para casa."
É perfeito porque a família dela é militar.
Se eu conseguir que ela repudie o seu próprio sangue...
Essa merda torna-se viral.
Foda-se.
É um bocado óbvio, não?
Mas o óbvio é bom, não é?
Deixa tudo bastante claro.
O que é que fica mais claro?
Que se foda o YouTube.
Pedi-te que descobrisses o papel dela nisto tudo.
Não é nenhum.
Talvez seja subcontratada, não sei.
Estás enganado.
Ou só dizes merda ou não sei que diabo se passa contigo.
Vens com essa ideia de merda do vídeo do YouTube.
Foda-se, como posso fazer o meu trabalho, se não confias em mim?
Queres que confie em ti? Assume as tuas responsabilidades.
Só tens de mas dar. - Vais assumi-las?
Investiga essa merda, agora.
Que merda de papel tem ela nisto?
Ou descobres isso ou estás fodido comigo!
Está bem.
Está bem, o tanas.
Mexe o cu e põe-te a mexer, caralho.
Feito.
Sair daqui.
Quero sair daqui!
É melhor saíres.
Sair daqui!
Não entres.
Não entres aqui. Não.
Olá?
Vai-te embora.
Vai-te embora. Não deves estar aqui.
Olá?
Sou a Amber.
Este é o meu quarto.
Não queres sair daqui?
Está bem.
Que dia é hoje?
Não sei.
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