A Infância de Romeu e Julieta

A Infância de Romeu e Julieta

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Season 1

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A Infância de Romeu e Julieta S01 PORTUGUESE WEBRip AMZN
A Commentary by tedi

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Published on: 2023-05-14
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The first 177 lines.

Ei, espera por mim! Olha o que eu achei!

Toda história tem começo, meio e fim.

Das mais fantásticas até as mais comuns.

Até porque não há nada mais mágico que a simplicidade.

Basta que uma pequena sementinha

seja plantada no coração de cada criança

para vermos brotar uma grande árvore cheia de frutos, de esperança e fé.

Dos simples sonhos de uma criança,

surgem super máquinas, civilizações incríveis,

aventuras em terras distantes e grandes heróis e heroínas.

Eu preciso anotar isso!

Como ela é linda!

Como ele cresceu tão rápido!

E assim também foi com Castanheiras.

De uma semente cresceu não só uma árvore,

mas um bairro inteiro.

O nosso lar.

Esse lugar é cheio de histórias, Julieta.

Pergunta pra qualquer um que mora aqui.

Mas ninguém sabe contar essas histórias melhor do que você, vó.

Isso não quer dizer que eu saiba de tudo, né?

Até porque a minha memória já não é mais a mesma.

E é por isso que você tinha que colocar tudo no papel.

Para quê, Julieta?

As memórias, elas estão impregnadas, ó, em toda a parte.

Em cada cantinho,

em cada planta...

Em cada casa. É...

Essa é a importância de preservar o nosso bairro.

Não é, Lorenzo?

Opa! Será que ficou pronto?

A honra. A senhorita é a primeira.

-Tá bom? -Muito bom.

Cheiro bom? É?

Perfeito.

Agora, experimenta aquele primeiro que nós fizemos.

-Esse. -Isso.

Ui, que horror!

É. Nem tudo é perfeito.

-Ai. -É, que nem o Lado Torre, né?

Eu sei que você e, principalmente, o vovô,

detestam o que fizeram daquele lado de Castanheiras.

Detestar é uma palavra muito forte, minha querida.

Castanheiras sempre foi um bairro tranquilo.

A gente via uma mudança ou outra,

mas sempre respeitando a arquitetura e o estilo de vida dos moradores.

Teria sido bem melhor se os Monteiro

não tivessem passado como um rolo compressor

por cima de tudo.

Não só transformamos Castanheiras,

fizemos dele um bairro útil.

A construção de prédios trouxe mais pessoas,

movimentou o comércio, gerou empregos

e tornou a vida das pessoas muito mais prática.

Não se trata apenas de seguir com os negócios da família, Romeu.

Esse é um legado que devemos deixar, é a nossa missão.

Foi aqui que eu nasci e cresci.

E o mínimo que eu posso fazer pra retribuir o homem que me tornei

é dar algo de volta a esse bairro.

Fazer de Castanheiras um lugar melhor.

Exatamente.

E eu quero que você, assim como seu pai, dê continuidade aos meus negócios.

Mas vô, eu sou muito novo.

Na sua idade, eu já estava trabalhando e ajudando com as contas da casa.

É uma questão de se adaptar.

Se não fosse a família Campos, hoje Castanheiras seria muito mais.

Seria tudo o que tem potencial pra ser.

Vô, como começou essa briga entre nós, Monteiro, e os Campos?

Meu neto, essa é uma longa história.

Essa é a árvore que a minha avó estava falando.

Uma simples castanheira.

Mas ela diz que é o coração, o centro, a dona do bairro.

E eu acredito.

Parece que ela torna esse lugar muito mais especial mesmo.

Se eu gosto daqui? Eu amo esse lugar.

Daqui você não passa.

O clima, as casas, as pessoas, as flores!

Como tudo é colorido!

Enfim, tudo que eu gosto fica aqui no Lado Vila,

que é a parte mais antiga do bairro.

Onde eu moro com os meus avós, com meu tio e com a minha mãe.

Naquela casa ali.

Já desse lado da praça, é o Lado Torre,

por conta dos prédios, condomínios e tal.

Aqui vive a família Monteiro, que são super amigos nossos.

Só que não.

Quem mora no Lado Vila não frequenta o Lado Torre e vice-versa.

É quase uma regra do bairro.

Olha só, tem até uma divisão na calçada.

Mas quer saber?

É melhor assim.

Até porque o pessoal de lá é chato e esnobe mesmo.

Esse é o residencial Verona,

um dos maiores condomínios que meu avô já construiu.

Minha família e a maioria dos meus amigos moram aqui.

Esse é o Alex, meu "brother",

e a Karen, gente boa demais.

E tem a Rosalina.

Bom jogo, Romeu.

Ela é minha "crush".

Meu avô planejou tudo

pra que a família tivesse uma vida tranquila

e sem grandes surpresas.

Obrigado.

Só que aí que tá o problema. A vida fica meio chata assim.

Essa é a Holding do meu avô.

Holding é tipo uma empresa de várias empresas.

A família toda trabalha aí.

E esses são meus pais, Bernardo e Vera.

E aí, filhão!

-Preparado pro grande dia? - Sim.

Bernardo, vamos entrar no carro logo! A gente já tá atrasado.

A gente não tem as lojas caras ou o luxo do Lado Torre.

Mas eles também não têm o armazém da minha mãe e da minha madrinha.

Oi, Juli. Você leva na ala dos brinquedos para mim?

Claro.

Essa é a minha mãe, Mariana.

Eu admiro muito ela.

Mas a gente não se dá muito bem.

É difícil de conversar, sabe? É esquisito.

A minha avó falou que ela não era assim antes da cadeia.

Sim.

Essa é aquela informação chocante para deixar vocês bem curiosos.

E olha quem está chegando! A pequena ali é a Nath.

Mas não se engane.

O que ela tem de fofinha ela tem de mandona.

E o Téo, que é o meu melhor amigo.

Bu!

Mãe!

Ai, pronto. Está entregue a mercadoria.

Essa é a Amanda, minha madrinha.

Ela é a melhor amiga da minha mãe e sócia dela aqui no mercado.

É minha tia do coração.

Juli, vamos lá pro CEC?

Só se for agora.

Esse é o Centro Esportivo Castanheiras, CEC pros mais íntimos.

Aqui é o único lugar onde Lado Vila e Lado Torre convivem até que bem.

Foi você, não foi?

Ou não.

Às vezes rolam umas provocações, dentro e fora da quadra.

Chega! Nem começou, já começaram os dois.

Vamos trabalhar, vai.

Esse é o Hélio, meu avô.

Além de treinador, ele comanda o CEC.

Todo mundo respeita esse meu velho. E não só aqui, no bairro todo.

Ele é o presidente da Associação de Moradores de Castanheiras.

E agora é melhor eu prestar atenção nele também.

Téo e Alex, vem.

Estão esperando o quê? Envelhecer ou vão tirar par ou ímpar?

-Ímpar. -Par.

Vem Lívia.

-Que bacana. -Bobo.

Brunão.

Júlio.

-Rosalina. -Patrick.

-E o Ricardo. -Vitor.

E o Pietro?

Eu nem sei porque que meu avô ainda insiste na divisão de times.

É sempre a mesma coisa?

Vila pra um lado e Torre pro outro.

Vai, filhão.

Game, primeiro set, Monteiro, 6-2.

Game, segundo set, Carneiro, 6-4. Saque do Monteiro.

- Vai lá. - Força.

Confie aí.

Vai.

Tênis não é só um jogo. Não para os Monteiro.

Tênis é tipo uma tradição de família.

Meu avô joga, meus pais jogam, todos querem que eu jogue.

Nada contra o esporte,

mas eu preferia jogar com meus amigos no centro esportivo.

Só que o CEC é dos Campos.

O Téo e o Alex não se suportam desde sei lá quando.

São tipo polos opostos: Quando se encontram, sai faísca.

Aquela ali é a Lívia, minha melhor amiga, e a Karen, a irmã dela.

Só que as duas vivem brigando. Por isso que andam em turmas diferentes.

O que não sai da cola do Téo é o Patrick,

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